Mulher baleada em carro de aplicativo é enterrada no Rio

Morte de Thamires Rodrigues em briga de trânsito gera comoção


Imagens de monitoramento registraram a movimentação dos veículos no Pechincha antes do disparo contra a mulher baleada no carro de aplicativo. (Foto: Reprodução/Câmeras de Segurança)

O corpo da mulher baleada dentro de um carro de aplicativo foi sepultado sob forte clima de revolta e dor no último sábado, 9 de maio de 2026. A vítima, identificada como Thamires Rodrigues de Souza Peixoto, de 28 anos, foi enterrada no Cemitério de Irajá, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O caso, que chocou a opinião pública pela futilidade da motivação, ocorreu após uma briga de trânsito na Rua Professor Henrique Costa, no Pechincha, região de Jacarepaguá

O crime e a futilidade no trânsito

O trágico episódio teve início na tarde da última quinta-feira, 7 de maio. Segundo relatos de testemunhas e depoimentos colhidos pela Polícia Civil, Thamires havia acabado de embarcar no veículo de transporte por aplicativo quando o motorista realizou uma manobra comum na via. O condutor de um outro veículo, um Peugeot de cor branca, teria se irritado com a movimentação e iniciado uma discussão.

A mulher baleada foi atingida por um disparo efetuado pelo ocupante do outro automóvel, que fugiu logo em seguida sem prestar socorro. O tiro atravessou o vidro traseiro e atingiu Thamires nas costas. Desesperado, o motorista do aplicativo conduziu a vítima rapidamente para a UPA da Cidade de Deus, mas, devido à gravidade do ferimento, ela não resistiu e faleceu na manhã de sexta-feira, 8 de maio.

Investigação e prisão do suspeito

A autoria do crime foi rapidamente investigada pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Na noite de sexta-feira, o policial civil Fred Wilson, lotado na 29ª DP (Madureira), foi identificado e preso como o principal suspeito de ter efetuado o disparo. Em sua defesa preliminar, o agente alegou ter confundido a manobra do veículo com uma tentativa de assalto, justificativa que é contestada por testemunhas que presenciaram os xingamentos antes do tiro.

O sepultamento da mulher baleada ocorreu em uma data de simbolismo doloroso: o dia em que sua filha caçula completava 4 anos de idade e na véspera do Dia das Mães. Thamires deixa o marido e duas filhas, de 4 e 6 anos, que ainda não compreendem a perda brutal da mãe em meio à violência urbana que assola a capital fluminense.

Clamor por justiça e segurança pública

A morte de Thamires Rodrigues reacende o debate sobre a Segurança Pública no Rio de Janeiro e o despreparo de agentes que portam armas de fogo em momentos de estresse cotidiano. Amigos e familiares, durante o último adeus no cemitério, pediram celeridade no processo judicial para que o crime não fique impune. "Ela era uma mulher trabalhadora, uma mãe dedicada que teve a vida ceifada por causa de uma manobra de trânsito", desabafou um parente durante a cerimônia.

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