Decisão do STF exige envio imediato das informações coletadas no aparelho do dono do Banco Master
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, na tarde deste domingo (13/09), que a Polícia Federal (PF) entregue até as 23h a íntegra dos dados extraídos do celular do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A ordem do magistrado atende a um pedido da defesa do investigado e impõe um prazo rígido para que a corporação disponibilize o conteúdo do aparelho corporativo e pessoal apreendido no âmbito das investigações.
A medida do ministro Cristiano Zanin busca garantir o acesso da defesa técnica ao conjunto probatório reunido pelos investigadores, assegurando as prerrogativas constitucionais do contraditório e da ampla defesa no Supremo Tribunal Federal. O caso corre sob sigilo na Corte, em Brasília (DF), e mobiliza os bastidores do mercado financeiro e do meio jurídico nacional.
A determinação do STF e os prazos da Polícia Federal
Na decisão proferida de forma monocrática, o ministro do STF enfatizou a necessidade de celeridade no compartilhamento das mídias digitais para evitar prejuízos ao andamento das petições da defesa. A determinação estipula o horário limite das 23h deste domingo para o envio formal dos relatórios de extração e dos arquivos brutos sob guarda do setor de perícias da Polícia Federal.
A apreensão do dispositivo ocorreu durante diligências autorizadas pela Justiça para apurar movimentações atípicas e transações de grande porte vinculadas às operações da instituição financeira. Com a nova ordem, a equipe pericial da corporação precisará acelerar o upload e a compilação dos dados para cumprir a determinação dentro do prazo fixado.
Impactos no Banco Master e o desdobramento das investigações
A inclusão do nome de Daniel Vorcaro nas investigações federais gerou forte repercussão na Faria Lima, em São Paulo (SP), centro financeiro do país. O Banco Master, sob comando do executivo, vem expandindo sua atuação no setor bancário brasileiro, o que atrai a atenção de órgãos reguladores e autoridades de fiscalização financeira.
Fontes ligadas ao processo apontam que o material armazenado no celular do banqueiro é considerado peça central para o prosseguimento dos inquéritos em curso na Polícia Federal. A defesa do empresário sustenta a regularidade de todas as atividades empresariais do executivo e alega que o acesso integral às mídias permitirá demonstrar a improcedência das suspeitas levantadas pela acusação.