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Condenação de Subtenente PM acende debate na segurança pública

Decisão judicial condenou policial militar da PMSC após disparos contra pneus de veículo em fuga conduzido por motorista embriagado em Joinville

Por Carlos Alvarenga
zonadedefesabr@gmail.com

Retrato em plano fechado do Subtenente Nelson de Oliveira e Silva fardado, usando boina Bege da Polícia Militar de Santa Catarina.
A Condenação de Subtenente PM causou intensa mobilização social e discussões na Justiça Militar sobre a conduta em intervenções armadas.

Sentença da Justiça Militar condenou agente veterano da PMSC após disparo contra pneu de veículo em fuga conduzido por motorista embriagado

A Condenação de Subtenente PM em Santa Catarina continua gerando debates intensos sobre os limites da abordagem policial e a segurança jurídica de agentes em serviço. O Subtenente PM Nelson de Oliveira e Silva, considerado uma "lenda", na polícia, com mais de 41 anos de serviços prestados à Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), foi penalizado com três anos de reclusão pelo crime de disparo de arma de fogo em via pública durante o cumprimento do dever funcional.

Perseguição de 17 quilômetros mobilizou guarnições em Joinville

A ocorrência teve início em 17 de fevereiro de 2020, por volta das 10h50, na Rua XV de Novembro, localizada no Centro de Joinville, Santa Catarina. A guarnição iniciou o acompanhamento tático de um veículo GM/Corsa após o condutor desrespeitar ordens de parada. O homem estava embriagado, havia ameaçado matar vizinhos momentos antes e furou múltiplos semáforos, além de jogar o automóvel contra as barreiras montadas pelas equipes policiais.

Retrato do policial militar Nelson de Oliveira e Silva fardado com colete tático e boina bege, posando em frente às bandeiras do Brasil e de Santa Catarina.A Condenação de Subtenente PM em Santa Catarina mobilizou entidades de classe e reacendeu o debate sobre as garantias jurídicas na segurança pública durante uma abordagem policial de risco.

Durante a perseguição, que se estendeu por cerca de 17 quilômetros pelas vias urbanas de Joinville, o Subtenente Nelson de Oliveira e Silva efetuou disparos direcionados aos pneus do veículo para cessar a fuga. Três pneus foram furados e o motorista foi imobilizado nas proximidades da rodovia BR-101. O acusado admitiu em juízo suas intenções criminosas e a intervenção foi concluída sem qualquer ferido na ocorrência.

Descumprimento do Procedimento Operacional Padrão e tese de risco coletivo

Apesar do desfecho sem vítimas, o Ministério Público fundamentou a denúncia no descumprimento do Procedimento Operacional Padrão (POP nº 6) da PMSC, que proíbe o uso de armas de fogo contra veículos em fuga para forçar a parada. A perícia apontou a realização de dez disparos em via pública, o que levou o colegiado da Justiça Militar a entender que houve exposição de terceiros a um risco indevido sob a ótica da segurança pública.

A sentença condenatória foi proferida em 14 de setembro de 2021 pela Vara de Direito Militar da Comarca da Capital. A defesa argumentou que a ação evitou uma tragédia iminente, destacando os 41 anos de conduta ilibada do graduado. Após o esgotamento dos recursos, o militar chegou a ser recolhido no quartel em Joinville, mas a Justiça Militar concedeu prisão domiciliar na residência de familiares, com permissão restrita para saídas ao trabalho administrativo. A defesa ingressou com uma revisão criminal na tentativa de anular a sentença. Entidades de classe, como a Associação dos Praças de Santa Catarina (APRASC), manifestaram público repúdio à condenação, alegando inversão de valores e forte impacto psicológico na tropa.

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Bacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas  I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer |  Conselheiro de Segurança 
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