O Ministério Público de São Paulo apresentou uma denúncia contra o vereador paulistano Senival Pereira de Moura e outros 20 investigados por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital no transporte público da capital. A acusação formal aponta que os recursos ilícitos transitavam por meio da concessionária de ônibus Transunião para ocultar o patrimônio da facção criminosa.
Investigação aponta estrutura de comando na concessionária
Os promotores de Justiça identificaram o parlamentar como uma instância superior de comando dentro da estrutura investigada, exercendo influência direta sobre as decisões financeiras da concessionária. Segundo as apurações, a concessionária de ônibus Transunião movimentou repasses públicos expressivos que ultrapassaram R$ 300 milhões em 2025 para operacionalizar a ocultação dos valores provenientes de atividades criminosas.
Entre os 21 denunciados pelo Ministério Público figuram nomes-chave da gestão da empresa e da articulação do esquema. Destacam-se na peça acusatória Lourival de França Monário, atual presidente da Transunião, além de Jair Ramos de Freitas, conhecido como "Cachorrão", Leonel Moreira Martins e Devanil de Souza Nascimento, identificado pelo apelido "Sapo".
Desdobramentos da Operação Última Parada
A denúncia é o resultado direto dos desdobramentos da Operação Última Parada, deflagrada em junho de 2026 pelas forças de segurança paulistas. Durante as ações iniciais da operação, o vereador e o presidente da concessionária foram alvos de mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça.
Após o término da medida cautelar em agosto de 2026, ambos conseguiram a liberação sumária para responder às acusações em liberdade. O processo segue agora para a apreciação do Poder Judiciário, que decidirá sobre o recebimento da denúncia e a instauração da ação penal correspondente aos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Posição oficial da defesa do parlamentar
Em nota oficial enviada à imprensa, a defesa do vereador Senival Moura sustentou a inocência do parlamentar perante as acusações formalizadas. Os advogados reiteraram que ele nega qualquer vínculo com facções criminosas ou práticas ilícitas no setor de mobilidade urbana. A nota pontua ainda que o parlamentar permanece à disposição das autoridades públicas e colaborando integralmente com os procedimentos judiciais para esclarecer todos os fatos apontados pelo Ministério Público.
Acesse meus artigosBacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer | Conselheiro de Segurança
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