Defesa Nacional e Soberania são exaltadas em cerimônias militares por todo o país
A importância estratégica da artilharia do Exército foi reverenciada em todo o território nacional, no dia 10 de junho de 2026, durante as comemorações do Dia da Arma de Artilharia. As solenidades, coordenadas pelo Ministério da Defesa e pelos comandos regionais, reuniram autoridades militares, veteranos e a sociedade civil organizada em diversos quartéis do país. O objetivo central dos eventos foi homenagear o legado do Marechal Emílio Luís Mallet, patrono da arma, e destacar os avanços tecnológicos aplicados à segurança e à soberania nacional.
O legado de Mallet e a tradição dos fogos largos
O nascimento do Marechal Mallet, ocorrido em 10 de junho de 1801, foi a razão pela qual a data foi instituída como o momento ápice de celebração dos artilheiros brasileiros. A principal cerimônia foi conduzida no 3º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado (3º GAC AP) — Regimento Mallet —, localizado em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, local onde os restos mortais do patrono estão sepultados no Memorial Mallet.
Durante a leitura da Ordem do Dia, a célebre frase de Mallet na Batalha de Tuiuti, em 1866 — "Eles que venham, por aqui não passam!" —, foi recordada com profunda altivez pelos integrantes da tropa. A vitória na maior batalha campal da América do Sul foi garantida pela precisão e pelo posicionamento estratégico das peças de artilharia do Exército, que detiveram o avanço das forças adversárias em um momento crítico da história militar.
Modernização tecnológica e os desafios do Século XXI
O emprego da força militar terrestre tem sido transformado por meio do Programa Estratégico do Exército (Prg EE). Atualmente, a capacidade dissuasória do país é impulsionada pelo Sistema de Artilharia de Foguetes e Mísseis ASTROS 2020 e pelos modernos obuseiros autopropulsados M109A5+ BR, que garantem apoio de fogo de longo alcance com alto índice de precisão.
Além disso, a integração com vetores de tecnologia militar, como aeronaves remotamente pilotadas (drones) e radares de contrabateria, foi apontada pelos comandantes como um fator indispensável para a manutenção da superioridade no teatro de operações contemporâneo. A proteção de estruturas estratégicas do país e o suporte às armas de manobra, como a Infantaria e a Cavalaria, permanecem como a missão primordial da corporação.
Interoperabilidade e Defesa Aeroespacial
A interoperabilidade entre as Forças Armadas foi fortemente evidenciada nas demonstrações técnicas coordenadas durante a semana festiva. A coordenação logística e operacional entre as unidades terrestres de campanha, o Batalhão de Artilharia de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil e os Grupos de Artilharia Antiaérea da Força Aérea Brasileira (FAB) foi intensificada para assegurar a blindagem do espaço aéreo brasileiro contra ameaças modernas.
Os investimentos contínuos em adestramento conjunto e em sistemas de Comando e Controle (C2) foram defendidos pelas lideranças institucionais como o caminho essencial para a consolidação da geopolítica de dissuasão da América do Sul. A prontidão operacional dos militares da ativa e da reserva foi enaltecida como o pilar de sustentação para a garantia da paz e da integridade territorial.
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