Projeção global destaca o papel da aviação regional e o impacto do setor aéreo no Rio de Janeiro e no mundo.
A demanda de jatos comerciais de até 150 assentos foi estimada em 8.500 novas aeronaves até o ano de 2045 pela fabricante Embraer. A projeção de mercado foi apresentada oficialmente durante evento do setor aeroespacial, onde análises detalhadas foram expostas por executivos da companhia sediada no Brasil. O levantamento indica que o mercado global será impulsionado pela necessidade de substituição de frotas antigas e pela expansão de rotas regionais e conectividade entre cidades de médio porte.
Cenário global e eficiência operacional
No estudo divulgado, a demanda de jatos é sustentada pelo crescimento contínuo do tráfego de passageiros e pela busca por aeronaves de menor consumo de combustível. A frota mundial de aeronaves de pequeno e médio porte será renovada para atender a metas rigorosas de descarbonização e sustentabilidade ambiental. Os novos modelos, como os jatos da família E-Jets E2, foram projetados para oferecer uma redução expressiva na emissão de poluentes e no consumo de combustível por assento.
A expansão das operações regionais é impulsionada pela busca de eficiência por companhias aéreas tradicionais e de baixo custo. As companhias têm utilizado modelos de até 150 assentos para otimizar malhas aéreas em horários de menor movimento e para abrir novas linhas diretas sem a necessidade de passar por grandes aeroportos centrais (hubs).
Impactos no Estado do Rio de Janeiro e na aviação nacional
Os reflexos desse crescimento também serão sentidos na infraestrutura aeroportuária local. No município do Rio de Janeiro, no bairro do Centro, o Aeroporto Santos Dumont (SDU) e o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão - GIG), situado na Ilha do Governador, são diretamente impactados pela movimentação de rotas regionais. A modernização do setor fortalece o mercado de aviação regional, permitindo maior conectividade entre o Estado do Rio de Janeiro e os demais centros urbanos e econômicos do país.
A consolidação de rotas de média densidade atrai investimentos para a indústria aeronáutica e serviços de manutenção, reparo e revisão (MRO). Operações logísticas e de passageiros no estado se beneficiam diretamente da maior frequência de voos operados por jatos mais eficientes e silenciosos.
Transição energética e inovação tecnológica
A aceleração da transição ecológica no transporte aéreo é apontada pela fabricante como um dos pilares da demanda de jatos nas próximas duas décadas. Tecnologias de propulsão híbrida, uso de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e novos designs aerodinâmicos foram destacados no relatório como exigências fundamentais das companhias aéreas para as próximas aquisições.
A frota global será gradativamente substituída, permitindo que a aviação comercial opere de forma financeiramente rentável e alinhada às exigências governamentais de redução de emissões. Com isso, a demanda de jatos se consolida como um termômetro para os investimentos estratégicos na infraestrutura de transportes até 2045.