Ação do DGHPP e da Core busca capturar executores do inspetor Carlos Alberto Freire Neto na Zona Norte
A favela do Muquiço, localizada no bairro de Guadalupe, município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, tornou-se o epicentro de uma megaoperação deflagrada pela Polícia Civil nesta segunda-feira, 20 de julho de 2026. A incursão militar e operacional foi determinada como resposta imediata e desdobramento direto do homicídio do inspetor Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos, agente lotado na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).
O emboscamento mortal na Avenida Brasil
O crime que motivou a grande intervenção na favela do Muquiço ocorreu no dia 8 de julho de 2026, uma quarta-feira.
Ao se aproximarem do acesso principal da comunidade, nas imediações do trecho da Avenida Brasil que cruza o bairro de Guadalupe, a equipe foi surpreendida por um intenso ataque a tiros deflagrado por criminosos armados. Durante a saraivada de disparos, a viatura foi atingida, resultando em ferimentos graves em dois ocupantes. O inspetor Carlos Alberto Freire Neto foi alvejado com um tiro na região da cabeça.
Ambos os policiais foram socorridos com urgência e levados ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, no bairro de Realengo, Zona Oeste do município do Rio de Janeiro. Apesar das tentativas de estabilização cirúrgica e médica, o óbito do inspetor Freire Neto foi confirmado. O agente deixou esposa e dois filhos.
Mobilização tática e interrupção de serviços públicos
Logo nas primeiras horas que se seguiram ao ataque na entrada da favela do Muquiço, no dia 8 de julho, centenas de civis e dezenas de viaturas foram deslocados para o cerco emergencial.
O impacto do confronto gerou forte perturbação na rotina social da Zona Norte. Em consequência dos tiroteios registrados durante as incursões, unidades escolares da rede pública e postos municipais de saúde instalados no bairro de Guadalupe suspenderam os atendimentos presenciais por razões de segurança. Naquele primeiro momento de cerco e varredura, quatro homens suspeitos de prestarem suporte ao grupo armado foram detidos e conduzidos para interrogatório.
Inteligência policial e cerco continuado no estado
A nova fase ostensiva deflagrada nesta segunda-feira (20/07/2026) na favela do Muquiço
As investigações prosseguem sob sigilo técnico pela DHC para esclarecer a cadeia de comando do tráfico de drogas que ordenou a abertura de fogo contra a viatura descaracterizada. O patrulhamento ostensivo no entorno das vias de acesso de Guadalupe e nas faixas marginais da Avenida Brasil permanece intensificado.
Garantia de atualização: As ações de busca e os desdobramentos operacionais no Complexo do Muquiço continuarão sendo monitorados pelas autoridades e equipes policiais competentes ao longo de toda esta semana.