Uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos formalizou, em Nova York (Estados Unidos), a assinatura de um acordo conjunto entre 15 nações da aliança Escudo das Américas para designar 24 facções criminosas como ameaças compartilhadas. O pacto, anunciado em 22 de setembro de 2026 em paralelo à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), atinge diretamente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), classificados pela administração norte-americana como organizações narcoterroristas transnacionais.
Sanções coordenadas e o Tratado do Rio
O documento redigido pelos signatários estabelece um conjunto de medidas coercitivas e de cooperação multilateral para sufocar a atuação financeira e logística dos grupos criminosos listados. Entre as diretrizes acordadas estão o congelamento de ativos financeiros, a imposição de severas restrições de vistos a membros, associados e apoiadores, além da responsabilização criminal direta de indivíduos que forneçam suporte material ou logístico às facções.
Para garantir a efetividade transnacional das punições, o plano estratégico prevê a convocação de consultas multilaterais via Organização dos Estados Americanos (OEA), utilizando os mecanismos previstos no Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tratado do Rio). Caso a reunião ministerial seja validada, os governos aliados pretendem aprovar resoluções para facilitar intervenções coletivas no hemisfério.
"Os cartéis são o Estado Islâmico do Hemisfério Ocidental. São inimigos em guerra contra a civilização, usando assassinato, estupro, tortura e extorsão como instrumentos de terror", afirmou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso na Assembleia Geral da ONU.
Países signatários e isolamento diplomático do Brasil
A aliança é composta majoritariamente por governos da América Latina e do Caribe alinhados à estratégia de segurança regional capitaneada por Washington. Além dos Estados Unidos, integram oficialmente o bloco a Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguay, Peru, República Dominicana e Trindade e Tobago.
Por outro lado, o Brasil recusou-se a integrar a coalizão. O núcleo diplomático do governo brasileiro avaliou o pacto como uma grave ameaça à soberania nacional e uma tentativa velada de ingerência externa e militarização na região. A gestão federal sustenta que o combate ao crime organizado transnacional deve ocorrer estritamente por meio de inteligência financeira e cooperação jurídica internacional, sem submissão a diretrizes impostas por potências estrangeiras.
O impacto operacional das diretrizes externas
A lista de 24 organizações na mira do bloco engloba cartéis e facções de forte atuação continental, incluindo o salvadorenho Mara Salvatrucha (MS-13), o venezuelano Trem de Aragua e o colombiano Clã do Golfo. A inclusão das brasileiras PCC e CV acirra o debate jurídico sobre a tipificação do crime organizado. Enquanto Washington defende a equiparação de cartéis a terroristas, especialistas apontam que a legislação brasileira exige motivações políticas, religiosas ou ideológicas para caracterizar atos de terrorismo, o que afasta o enquadramento automático de facções cuja principal motivação é o lucro financeiro derivado do narcotráfico.
Acesse meus artigosBacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer | Conselheiro de Segurança
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