Relatório da Polícia Federal aponta rombo de R$ 17 bilhões e implica cúpula do banco estatal de Brasília em compras fraudulentas de carteiras de crédito
Uma perícia técnica concluída pela Polícia Federal (PF) confirmou a existência de um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).
Segundo os peritos federais, a diretoria executiva do BRB atuou de forma decisiva para aprovar a aquisição de papéis sem lastro. As investigações detalham que seis diretores da instituição estatal participaram das decisões operacionais que viabilizaram a inclusão de títulos maquiados no sistema financeiro.
A perícia da PF identificou a produção automatizada de mais de 2,7 mil procurações e a geração em lote de Cédulas de Crédito Bancário (CCB) falsificadas.
Manobra para burlar conselho envolveu 21 operações fracionadas
O documento pericial da Polícia Federal apontou a estratégia utilizada pela diretoria do BRB para contornar a fiscalização interna e os mecanismos de governança do banco público. Das 25 operações de compra de ativos efetuadas junto ao Banco Master entre 2024 e 2025, exatamente 21 foram faturadas com valores intencionalmente fixados abaixo da alçada de R$ 750 milhões.
Ao fracionar os aportes abaixo desse teto financeiro, os gestores dispensaram a obrigatoriedade de submeter as negociações à deliberação prévia do Conselho de Administração do BRB. As transações transitaram em trâmite acelerado no comitê executivo, contrariando alertas de conformidade e pareceres de avaliação de risco da própria autarquia.
Seis diretores implicados no relatório técnico da Polícia Federal
A análise pericial individualizou a responsabilidade técnica de integrantes do alto escalão do BRB nas assinaturas e pareceres favoráveis às transações com o Banco Master. A PF citou expressamente seis diretores do banco estatal:
- Paulo Henrique Costa,
- Cristiane Maria Lima Bukowitz,
- Dario Oswaldo Garcia Júnior,
- Luana de Andrade Ribeiro,
- Diogo Ilário de Araújo Oliveira,
- José Maria Correa Dias Junior,
O relatório ressaltou que o único integrante da diretoria colegiada isentado de responsabilidade técnica pela perícia foi Jacques Maurício Ferreira Veloso, diretor jurídico do BRB.
Investigadores destacam ainda a utilização de empresas de fachada, como a financeira Tirreno, para dar aparência de legalidade à cessão dos créditos podres.
Em nota oficial, o BRB informou que continua adotando medidas judiciais para resguardar o patrimônio da instituição, buscando o ressarcimento dos prejuízos apurados e o aprimoramento contínuo da sua governança corporativa.
Acesse meus artigosBacharel em Comunicação Social, Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer | Conselheiro de Segurança
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