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Míssil Blackbeard avança em testes com caças F/A-18E/F nos EUA

Marinha norte-americana conclui ensaio de voo com protótipos hipersônicos acoplados e projeta produção em massa a baixo custo.

A Marinha dos Estados Unidos concluiu com sucesso um voo de testes do míssil Blackbeard acoplado ao caça F/A-18E/F Super Hornet na Naval Air Station Patuxent River, em St. Mary's County, Maryland. O ensaio aeronaval transportou dois protótipos do artefato para avaliar a integração física, aerodinâmica e operacional da arma com a aeronave. A missão não envolveu disparos reais, com ambos os artefatos retornando com segurança à base. O programa visa preencher a lacuna de armas hipersônicas de alta velocidade e baixo custo na frota dos EUA para responder ao crescimento das defesas antiaéreas inimigas, especialmente no Indo-Pacífico.

Integração aerodinâmica e avanço do programa MACE

O teste do armamento marca um passo decisivo rumo à Early Operational Capability (Capacidade Operacional Inicial). A condução dos ensaios reúne a estrutura do Portfolio Acquisition Executive Aviation, órgãos de rápida resposta do Departamento da Marinha dos EUA e a fabricante Castelion, responsável pelo projeto técnico do armamento.

Designado formalmente pela corporação militar como Multi-mission Affordable Capacity Effector (MACE), o equipamento foi projetado para atacar alvos táticos em terra e no mar a partir de distâncias de segurança. De acordo com o vice-almirante John “Doc” Dougherty IV, comandante do Naval Air Systems Command, a iniciativa comprova que o Pentágono consegue acelerar a incorporação de soluções desenvolvidas por startups de defesa não tradicionais. A parceria privada visa evitar o gargalo orçamentário conhecido no setor como "vale da morte", estágio em que protótipos promissores perdem financiamento antes de atingir a escala fabril.

Desempenho hipersônico e capacidade de carga das asas

Embora especificações sobre alcance exato, sistema de orientação e ogiva permaneçam sob sigilo militar, a Marinha confirma que o vetor alcança velocidade hipersônica superior a Mach 5 (aproximadamente 6.170 km/h) e possui alta manobrabilidade. Essas propriedades dificultam a detecção por radar e inviabilizam a ação dos sistemas de defesa antiaérea tradicionais.

Análises estratégicas da defesa norte-americana indicam que cada caça Super Hornet poderá carregar até quatro unidades do míssil por missão. Embora o modelo carregue uma carga explosiva menor em comparação a armamentos tradicionais como o AGM-84 Harpoon ou o AGM-158C LRASM, a alta velocidade aliada à capacidade de lançamentos em salva multiplica o volume de alvos atingidos simultaneamente por uma ala aérea embarcada em porta-aviões.

Investimentos milionários e produção em escala industrial

Em abril de 2026, a startup de tecnologia militar Castelion fechou um contrato de US$ 105 milhões para a integração do sistema ao caça e obtenção de certificações para armazenamento e manuseio a bordo de embarcações. Em setembro do mesmo ano, uma nova encomenda de até US$ 200 milhões assegurou a fabricação do primeiro lote de mísseis completos.

Para viabilizar a produção, o governo norte-americano utiliza incentivos do programa Small Business Innovation Research. A meta orçamentária prevê a aquisição de 4.500 unidades ao longo de cinco anos, a um custo unitário médio estimado em US$ 384 mil. O valor é significativamente inferior ao de projetos similares de tecnologia militar hipersônica, cujos custos chegam à casa dos milhões por unidade. Os próximos passos operacionais envolvem testes de separação em voo, acionamento dos motores e impacto contra alvos reais.

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Bacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas  I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer |  Conselheiro de Segurança

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