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Modernização militar: Argentina inicia a troca do lendário fuzil FAL

A Força Armada Argentina iniciou formalmente a substituição do lendário fuzil FAL após 66 anos de uso, recebendo o primeiro lote de armas israelenses ARAD para modernizar seu armamento individual. O evento de apresentação das primeiras 250 unidades dos fuzis ARAD-5 e ARAD-7 ocorreu em 29 de setembro no 1º Regimento de Infantaria "Patricios", situado no bairro de Palermo, em Buenos Aires, Argentina. A medida marca uma transição estratégica conduzida pelo Ministério da Defesa para atualizar as capacidades operacionais e táticas dos três ramos das Forças Armadas – Exército, Marinha e Força Aérea.

A renovação do arsenal busca atender às novas exigências da guerra de infantaria moderna, substituindo plataformas concebidas em meados do século XX por sistemas modulares e mais leves. A decisão de aposentar progressivamente o fuzil FAL decorre de avaliações técnicas e operacionais que apontaram a necessidade de incorporar tecnologias como miras eletro-ópticas, coronhas ajustáveis e trilhos para acessórios. Além de substituir o FAL nas fileiras do Exército e de outras forças de segurança, os novos armamentos também vão equipar o Corpo de Fuzileiros Navais, aposentando os antigos fuzis M-16.

O legado do fuzil FAL na infantaria argentina

Adotado originalmente pelas Forças Armadas Argentinas em 1956, o Fuzil Automático Leve (FAL) tornou-se a espinha dorsal da defesa nacional. A partir de 1960, a arma passou a ser fabricada sob licença da belga Fabrique Nationale na Fábrica Militar de Armas Leves "Domingo Matheu", em Rosário, na província de Santa Fe. Ao longo das décadas, o modelo passou por diversas adaptações regionais, gerando variações como o FAP (Fuzil Automático Pesado) e o FAL PARA, versão com coronha dobrável destinada a tropas paraquedistas e unidades de operações especiais.

O sistema de armas desempenhou papel central nos principais acontecimentos militares e políticos do país na segunda metade do século XX. O equipamento foi utilizado de forma ostensiva durante o conflito do Atlântico Sul na Guerra das Malvinas, em 1982, além de integrar episódios de violência política na década de 1970 e a retomada do 3º Regimento de Infantaria em La Tablada, em 1989. O modelo também equipou instituições como a Prefeita Naval Argentina, a Gendarmaria Nacional Argentina e forças policiais.

Apesar da robustez do fuzil e de projetos anteriores que tentaram substituí-lo – como o fuzil nacional FARA 83 nos anos 1980 e programas recentes de modernização como o FAL M5 –, o avanço das tecnologias militares tornou inevitável a transição para uma nova plataforma.

Especificação TécnicaFuzil FAL (Histórico)ARAD-7 (Novo Padrão)
Calibre7,62 × 51 mm NATO7,62 × 51 mm NATO
ArquiteturaPadrão FN / SaivePlaca AR-10
AlimentaçãoCarregador de 20 cartuchosCarregador removível modular
Comprimento Total1.000 mmConfigurável / Coronha ajustável
Peso (sem carregador)4,29 kgReduzido / Estrutura em polímero e alumínio
Sistemas de MiraAlça e massa de mira mecânicasMira holográfica MEPRO M-5

Integração tecnológica e cronograma de entregas

A seleção da nova família de armamentos ocorreu após um processo de avaliação conduzido pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. A concorrência analisou propostas de oito empresas sediadas na Argentina, em Israel, nos Estados Unidos e em países da Europa. A escolha recaiu sobre os modelos ARAD-5 (calibre 5,56×45 mm, com arquitetura AR-15) e ARAD-7 (calibre 7,62×51 mm, com arquitetura AR-10), fabricados pela empresa Israel Weapon Industries (IWI) e adquiridos via contrato governamental.

Os testes de aceitação do primeiro lote foram concluídos na Guarnição Militar de Campo de Mayo, na província de Buenos Aires, antes da cerimônia oficial com a presença do Ministro da Defesa, Tenente-General Presti, e do Chefe do Estado-Maior Conjunto, Almirante Dalle Nogare.

O plano de transição prevê etapas contínuas de capacitação e recebimento de material:

-  Capacitação operacional: Em outubro de 2026, instrutores da IWI iniciam os cursos de operação e manutenção para militares do Exército, da Marinha e da Força Aérea.

-  Segunda remessa: O envio do segundo lote de fuzis está agendado para o primeiro trimestre de 2027.

-  Substituição gradual: O cronograma prevê a retirada progressiva das armas antigas à medida que os novos lotes forem distribuídos para as unidades operacionais de defesa nacional e para a infantaria de marinha.

A renovação do armamento individual consolida a transição das forças argentinas para padrões de tecnologia militar compatíveis com os requisitos táticos contemporâneos.

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Bacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas  I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer |  Conselheiro de Segurança

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