Operação Backbone desarticula esquema de monopólio clandestino de internet que financiava o Comando Vermelho no Rio de Janeiro
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, a Operação Backbone, uma grande ofensiva para desmantelar o monopólio clandestino do fornecimento de internet e TV a cabo imposto pela facção criminosa Comando Vermelho (CV) em favelas do Rio de Janeiro.
Estrutura do monopólio criminoso e coação a moradores
As investigações da Polícia Federal revelaram que a exploração ilegal de serviços de telecomunicações tornou-se uma das fontes de renda mais lucrativas para o Comando Vermelho no estado do Rio de Janeiro. A estrutura atuava de forma coercitiva em comunidades como o Complexo do Alemão, Complexo da Penha e Complexo do Chapadão.
De acordo com o relatório investigativo, os provedores de internet credenciados ou controlados pela rede criminosa pagavam taxas periódicas ou repassavam fatias expressivas do faturamento diretamente à liderança da facção. Em determinados períodos analisados pelos peritos federais, o recolhimento vindo do serviço clandestino de internet chegou a responder por mais de 40% da arrecadação total do grupo no Complexo da Penha.
Para além do impacto econômico direto nas favelas cariocas, a investigação identificou a participação do vereador Fábio Silva (Podemos) como proprietário ostensivo ou oculto de empresas de telecomunicações (como a NORT Telecom) envolvidas no esquema. O parlamentar é suspeito de utilizar recursos e a infraestrutura desses provedores para subsidiar operações e estender sua base política no Complexo do Chapadão, em articulação com os interesses do grupo criminoso.
Lavagem de dinheiro e bloqueio de R$ 558 milhões
O esquema de lavagem de dinheiro montado em torno da "internet do tráfico" envolvia uma rede complexa de empresas de fachada, operadoras de pagamento, produtoras de eventos e contabilidade. Os valores recolhidos coercitivamente nas favelas eram pulverizados em transações bancárias fracionadas, aquisição de imóveis de luxo em espécie, repasses a produtoras e compra de criptoativos para ocultar a origem ilícita do capital.
Diante do volume financeiro movimentado, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, atendeu aos pedidos da PF e determinou a indisponibilidade de bens no valor de até R$ 558 milhões.
A Polícia Federal também notificou a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) para providenciar o cancelamento formal das autorizações e outorgas de funcionamento das empresas implicadas na Operação Backbone, além do bloqueio dos sinais telemáticos clandestinos. Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de capitais, extorsão majorada, interrupção de serviço telemático e desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicações.
Acesse meus artigosBacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer | Conselheiro de Segurança
Bacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer | Conselheiro de Segurança
