Presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), pauta proposta prioritária do governo para deliberação em Plenário em Brasília
Por Carlos Alvarenga
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O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), incluiu a PEC da Segurança Pública (Proposta de Emenda à Constituição nº 18/2025) como o primeiro item da ordem do dia do Plenário nesta terça-feira, 3 de novembro de 2026, no Palácio do Congresso Nacional, na Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF).
A proposta constitucionaliza a articulação entre União, estados e municípios por meio do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), amplia as atribuições operacionais da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para ferrovias e hidrovias e faculta às prefeituras a criação de polícias municipais.
O avanço da matéria no Plenário ocorre após a conclusão da tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA).
A votação em dois turnos exige a aprovação de no mínimo 49 dos 81 senadores.
Integração federativa e combate ao crime organizado no centro da reforma
A espinha dorsal da Proposta de Emenda à Constituição nº 18/2025 reestrutura o artigo 144 da Carta Magna para consolidar o regime de cooperação federativa no combate a facções criminosas e milícias privadas.
A proposta também endurece as regras de cumprimento de pena para chefes de organizações criminosas. O texto prevê o recolhimento obrigatório desses custodiados em presídios de segurança máxima, impõe limites rigorosos à progressão de regime e estabelece mecanismos ágeis de confisco de bens decorrentes de atividades ilícitas.
Para garantir suporte financeiro duradouro às operações de inteligência e reestruturação penitenciária, a PEC veda o contingenciamento de verbas do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen).
Pressão por emendas sobre maioridade penal e articulação governista
Apesar do alinhamento entre a liderança do governo no Congresso e a presidência do Senado, a sessão promete divergências em torno da apresentação de destaques da oposição.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e líderes da base aliada coordenam as bancadas governistas para rejeitar emendas de mérito no Plenário. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou a interlocutores a intenção de criar o Ministério da Segurança Pública logo após a conclusão da tramitação legislativa, utilizando a nova estrutura constitucional para gerir a política nacional de combate ao crime.
Caso o texto seja aprovado sem modificações, a PEC da Segurança Pública seguirá para promulgação em sessão solene do Congresso Nacional.


