É possível mudar a vida após os 40?

Minha jornada: por que decidi mudar aos 40 anos

Por Carlos Alvarenga | 12 de novembro de 2016

Estudo e resiliência são minhas armas contra o etarismo

Eu acredito firmemente que o controle sobre o rumo de nossas vidas está em nossas mãos, independentemente da idade. Para mim, retornar a uma sala de aula após os 40 anos carrega um significado que vai além do diploma; representa o sacrifício de conciliar trabalho e estudo para evoluir. Vejo-me inserido em um processo evolutivo constante e, ao conviver com gerações e pensamentos diferentes, sinto-me mais vivo e capaz de desafiar as barreiras que a sociedade tenta nos impor.

O enfrentamento ao preconceito

Enfrento diariamente discursos que rotulam pessoas mais velhas como "retrógradas" ou "com vida já definida". Entendo essas falas — que sugerem que deveríamos apenas "descansar" ou "pescar" — como formas reais de discriminação. Já fui questionado sobre onde quero chegar estudando "depois de velho", mas não me deixo desestimular. Minha resposta é a persistência: luto contra o etarismo ocupando meu espaço e provando que a capacidade de aprendizado não tem prazo de validade.

Meus objetivos na Comunicação Social

Como estudante de Comunicação, meu foco não é o brilho das grandes emissoras ou a bancada de um telejornal. Meu objetivo é a profissionalização técnica. Busco:

-  Dominar as ferramentas e técnicas do ofício com rigor profissional;

-  Desenvolver a habilidade de escrever livros e produzir documentários;

-  Ser capaz de concatenar ideias e transmiti-las com clareza; e

- Construir uma nova carreira sólida, aproveitando cada oportunidade.

Um chamado à resistência

Aos que estão chegando à minha faixa etária, deixo um conselho baseado na minha vivência: nunca deixem que lhes digam o que fazer ou quais devem ser seus limites. Eu escolhi não baixar a cabeça diante da discriminação e não perder tempo, pois a vida passa rápido. Acredito que o arrependimento pelo que não foi feito dói mais do que o esforço da mudança. Meu sonho é o que me move, e ele continua mais forte do que nunca, mesmo após os 40.

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