Explosão no CIEP Lasar Segall fere alunos em Belford Roxo

Investigação apura origem de artefato detonado em unidade escolar

Dois adolescentes sentados em poltronas de hospital, usando uniformes escolares brancos e azuis. Ambos possuem as pernas e tornozelos enfaixados devido a ferimentos. Ao lado, uma pessoa em pé e equipamentos hospitalares.
Estudantes feridos na explosão em escola de Belford Roxo recebem atendimento hospitalar; perícia investiga o caso. — Foto: Reprodução

Uma grave explosão no CIEP Lasar Segall foi registrada na manhã da última sexta-feira, 8 de maio de 2026, deixando pelo menos oito estudantes feridos no bairro Areia Branca, em Belford Roxo. O incidente, ocorrido por volta das 8h15, mobilizou equipes de emergência e causou pânico generalizado entre a comunidade escolar da Baixada Fluminense. Segundo informações preliminares da Polícia Militar, o artefato explosivo teria sido detonado no pátio da instituição, atingindo adolescentes com idades entre 13 e 15 anos que estavam próximos ao local no momento da deflagração.

Um dos feridos na explosão em escola de Belford Roxo — Foto: Reprodução

Socorro imediato e atendimento às vítimas

Logo após o estrondo, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e o Corpo de Bombeiros foram acionados para prestar os primeiros socorros. Os alunos feridos foram encaminhados para o Hospital Municipal de Belford Roxo. Relatos médicos indicam que as vítimas sofreram escoriações e ferimentos causados por estilhaços, mas, felizmente, a maioria não apresenta quadro de risco de morte. A segurança pública local foi reforçada imediatamente, e as aulas foram suspensas para que a área pudesse ser isolada para os trabalhos da perícia técnica.

Perícia técnica e atuação do Esquadrão Antibomba

A natureza do objeto que causou a explosão no CIEP Lasar Segall está sendo rigorosamente analisada pela Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE). Agentes do Esquadrão Antibomba realizaram uma varredura minuciosa no pátio e nas salas de aula para descartar a presença de outros materiais perigosos. De acordo com depoimentos colhidos pela 54ª DP (Belford Roxo), há indícios de que o objeto fosse uma bomba caseira confeccionada com tubo de PVC, pregos e parafusos, embora a hipótese de uma granada ainda seja investigada. A polícia busca entender se o material foi transportado por um estudante ou deixado por terceiros nas dependências do colégio.

CIEP Brizolão 388 Lasar Segall - Foto: Reprodução/ Instagram

Resposta das autoridades e reflexo na educação

A Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC) manifestou-se por meio de nota, lamentando o episódio de violência escolar e afirmando que está prestando todo o suporte necessário às famílias das vítimas. Conselheiros Tutelares também acompanham o caso, visto que o envolvimento de menores na posse de explosivos configura infração gravíssima. Este evento reacende o debate sobre a necessidade de maior vigilância e o uso de tecnologias de monitoramento, como câmeras e detectores, para garantir a proteção dos estudantes em áreas de vulnerabilidade social.


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