Suspeito armado é morto pelo Serviço Secreto após abrir fogo em posto de controle em Washington, forçando isolamento imediato da sede do governo.
Tiroteio perto da Casa Branca gera pânico em Washington e reforça o alerta máximo sobre a segurança presidencial. O episódio, registrado neste fim de semana, é classificado pelas autoridades como o quarto ataque com envolvimento de armas contra o presidente Donald Trump em um intervalo inferior a dois anos. O perímetro da sede do governo norte-americana foi imediatamente isolado por forças táticas.
O suspeito, cuja identidade ainda é mantida sob sigilo pelas equipes de investigação, foi neutralizado por agentes do Serviço Secreto dos EUA após iniciar um confronto armado a poucos metros da residência oficial.
Detalhes do confronto no perímetro de segurança
O ataque foi perpetrado no sábado, 23 de maio de 2026, nas proximidades do cruzamento da Rua 17 com a Avenida Pensilvânia, em Washington, D.C. Por volta das primeiras horas da tarde, um homem portando uma arma de fogo avançou em direção a um dos postos de controle externos que guarnecem o complexo presidencial. Ao ser abordado pelos agentes que realizavam a patrulha rotineira, o armamento foi sacado de uma bolsa pelo agressor, que abriu fogo imediatamente contra a guarda.
Uma intensa troca de tiros foi iniciada na sequência. Conforme relatos compartilhados por testemunhas que transitavam pela região, entre 15 e 30 disparos foram ouvidos em um curto espaço de tempo. O atirador foi baleado no tórax pela reação célere do Serviço Secreto dos EUA. Embora o socorro médico tenha sido acionado e o indivíduo transportado para um hospital local, a morte do suspeito foi confirmada poucas horas depois. Um pedestre que passava pelo local foi atingido de raspão, recebeu atendimento médico e não corre risco de morte.
O protocolo de lockdown (confinamento de segurança) foi acionado na Casa Branca por aproximadamente 40 minutos. Donald Trump e seus assessores mais próximos encontravam-se no Salão Oval no momento exato dos disparos e foram abrigados em um bunker subterrâneo. A normalidade das atividades internas só foi restabelecida após a varredura completa da área externa por esquadrões antibombas.
A quarta ameaça armada em dois anos
A motivação por trás do atentado está sendo investigada de forma conjunta pelo FBI e pelo Departamento de Polícia Metropolitana de Washington. Manifestações iniciais publicadas pelo próprio presidente em suas redes sociais sugerem que o agressor possuía um histórico prévio de distúrbios psicológicos e uma fixação ideológica contra o governo. Este tiroteio perto da Casa Branca agrava o clima de instabilidade política e estende uma preocupante cronologia de falhas e desafios na proteção de líderes de Estado no país.
A recorrência de atentados contra a vida de Trump tem sido amplamente debatida por especialistas em segurança internacional:
- Julho de 2024 (Butler, Pensilvânia): Trump foi ferido de raspão na orelha direita por um projétil disparado de um rifle durante um comício de campanha. O autor dos disparos foi morto por atiradores de elite.
- Setembro de 2024 (West Palm Beach, Flórida): Um homem armado com um rifle de precisão, identificado como Ryan Routh, foi interceptado nos arbustos de um clube de golfe privado antes que pudesse mirar contra o ex-presidente.
- Abril de 2026 (Washington, D.C.): Um indivíduo armado rompeu as barreiras de proteção do hotel onde era realizado o Jantar de Correspondentes da Casa Branca, ferindo um segurança antes de ser contido.
- Maio de 2026 (Washington, D.C.): Ocorre o atual tiroteio perto da Casa Branca, solidificando a quarta ocorrência crítica do período.
Estratégias de reformulação total nas diretrizes de patrulhamento urbano no Distrito de Colúmbia estão sendo exigidas por parlamentares do Congresso norte-americano, sob a alegação de que a integridade física das lideranças políticas permanece sob risco inaceitável.