Violência em bar no interior do Rio resulta na morte de oficial lotado no CPROEIS e do agressor após briga
O Major Fábio Andrade, atuante no CPROEIS, foi assassinado a facadas no último sábado em Cachoeiras de Macacu após discussão em um bar. O agressor também morreu após reação do oficial baleado. O sepultamento ocorreu nesta segunda-feira em Sulacap.
O assassinato do Major Fábio Andrade Gonçalves Sales, de 47 anos, comoveu a segurança pública do Rio de Janeiro na noite do último sábado (30). O oficial da Polícia Militar, lotado na Coordenadoria do Programa Estadual de Integração na Segurança (CPROEIS), foi morto a facadas no bairro Estreito, localizado no município de Cachoeiras de Macacu. O trágico crime em bar ocorreu durante a reinauguração de um estabelecimento comercial, após um desentendimento anterior entre o militar e o agressor, identificado localmente pelo apelido de "Prumo". Mesmo ferido mortalmente no pescoço, o policial reagiu e baleou o suspeito, que também faleceu no local.
O sepultamento do oficial foi realizado nesta segunda-feira (1º), no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste da capital fluminense. Morador do bairro de Padre Miguel, o Major Fábio Andrade era uma figura pública reconhecida não apenas por sua atuação na PM, mas também por suas frequentes aparições na Record TV Rio, onde concedia entrevistas e analisava o cenário da criminalidade no estado.
Dinâmica do crime e reação do oficial
De acordo com as informações preliminares colhidas pelas autoridades, uma discussão foi iniciada entre as partes horas antes do ataque. O agressor retirou-se do estabelecimento após a confusão inicial, mas retornou ao local armado com uma faca. Um momento de distração do militar foi aproveitado pelo criminoso para desferir um golpe fatal na região do pescoço da vítima.
Apesar de gravemente ferido, uma reação imediata foi esboçada pelo Major Fábio Andrade. A arma de fogo acoplada à sua cintura foi sacada e disparos foram efetuados contra o homem. O óbito do agressor foi constatado de imediato na cena do crime devido aos impactos dos projéteis. O socorro médico chegou a ser acionado por testemunhas, mas a gravidade da lesão no pescoço fez com que o militar também falecesse antes de receber o atendimento emergencial.
Investigação e comoção na segurança pública
A cena do crime foi isolada por equipes da Polícia Militar até a chegada da perícia técnica da Polícia Civil. Procedimentos periciais foram realizados no estabelecimento em Cachoeiras de Macacu para colher evidências que auxiliem na elucidação completa do caso. Um inquérito policial foi instaurado e as investigações estão sendo conduzidas para mapear a motivação exata que desencadeou o desentendimento inicial.
A perda do oficial gerou manifestações de pesar por parte de colegas de farda, jornalistas e moradores de Padre Miguel. A dedicação profissional e o histórico de combate ao crime foram destacados em notas de solidariedade emitidas por entidades ligadas à segurança fluminense. Com a morte do militar e do autor do ataque, os desdobramentos jurídicos do caso serão avaliados pela delegacia responsável pela circunscrição.