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Caso Banco Master: Ministro André Mendonça retira sigilo da investigação

Operação Compliance Zero: STF libera sigilo e autoriza monitoramento por risco de vazamento

Supremo abre apuração da PF e determina vigilância de metadados após conduta suspeita

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou a retirada do sigilo dos relatórios e documentos da Polícia Federal sobre o senador Jaques Wagner no âmbito da Operação Compliance Zero. A decisão formalizada no dia 30 de julho de 2026 expôs o teor das investigações do Inquérito 5.026, instaurado em Brasília, no Distrito Federal, para apurar supostos crimes financeiros, corrupção e lavagem de dinheiro atrelados ao antigo Banco Master.

O levantamento de sigilo foi ordenado pelo relator no palácio do STF diante da constatação de elevado risco de comprometimento das provas. Conforme registrado nos autos, investigados tentaram agendar audiência com o magistrado antes do recebimento formal das petições da Polícia Federal, o que sinalizou a ocorrência de possível vazamento de informações confidenciais. Em razão do alerta, foram autorizados o acesso a registros de chamadas pretéritos e a coleta de dados de localizações geográficas via estações rádio-base dos aparelhos do parlamentar e de seus interlocutores.

Negociações imobiliárias e repasses a empresas no radar dos investigadores

A apuração conduzida na Superintendência da Polícia Federal detalha episódios de suposto favorecimento indevido. O foco central das diligências recai sobre a negociação do apartamento 1702 do edifício Poème Horto, localizado no bairro Horto Florestal, no município de Salvador, estado da Bahia. O imóvel de luxo, avaliado em R$ 2,45 milhões, é apontado pela corporação como benefício reservado ao congressista mediante articulações com o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.

Elemento da InvestigaçãoDetalhes Apurados pela Polícia Federal
Imóvel de LuxoUnidade 1702 no Poème Horto, Horto Florestal, Salvador (BA), valor de R$ 2,45 milhões.
Repasses EmpresariaisTransferência de R$ 3,5 milhões da PKL One para a BN Financeira, ligada a familiares.
Transporte PrivadoVoos cedidos em aeronaves particulares sob pedido de discrição feito por Daniel Vorcaro.
Atuação PolíticaSuposta articulação de matérias legislativas de interesse das instituições financeiras.

Conforme as peças tornadas públicas pelo Supremo Tribunal Federal, as negociações do imóvel teriam mantido continuidade mesmo após a execução de prisões preventivas promovidas em fases anteriores da Operação Compliance Zero. Além da transação imobiliária, foram identificadas transferências financeiras no montante de R$ 3,5 milhões destinadas à empresa BN Financeira, ligada ao núcleo familiar do congressista, fato que levou à decretação judicial do bloqueio de atividades econômicas das firmas citadas.

Defesa nega irregularidades e afirma confiança na absolvição

Em declarações prestadas à imprensa em Salvador, o senador Jaques Wagner refutou integralmente as suspeitas levantadas pelos relatórios da Polícia Federal. O parlamentar baiano reiterou que não praticou atos de favorecimento ao Banco Master no Congresso Nacional e sustentou que o imóvel citado jamais integrou o seu patrimônio.

"Tenho certeza absoluta de que vou provar a minha inocência ao longo do processo. O inquérito exige tempo, mas sigo focado no trabalho e na agenda política na Bahia." — declarou o senador Jaques Wagner.

O desdobramento das medidas cautelares autorizadas pelo ministro André Mendonça segue em processamento no Supremo Tribunal Federal, onde novas diligências técnicas serão analisadas pela Procuradoria-Geral da República.

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Bacharel em Comunicação Social, Jornalismo I Habilitado em Comunicação Estratégica Publisher & Especialista de Operações DigitaisEditor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo |  Conselheiro de Segurança
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