Documento publicado por Marco Rubio detalha seis décadas de subversão e operações de inteligência em Washington
Um denso relatório detalhando as operações de inteligência e interferência política promovidas pelo regime cubano em território norte-americano foi publicado pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em suas redes sociais oficiais nesta quarta-feira, 22 de julho de 2026. A espionagem de Cuba nos EUA foi mapeada ao longo de seis décadas por órgãos de segurança de Washington, revelando métodos de infiltração institucional, financiamento de grupos radicais e a facilitação da presença de potências rivais no Hemisfério Ocidental.
Redes de infiltração e suporte a grupos radicais
A espionagem de Cuba nos EUA foi estruturada por meio da cooperação entre a Dirección de Inteligencia (DI) de Havana e agentes infiltrados em órgãos federais, universidades e organizações não governamentais em solo americano. Segundo o dossiê divulgado por Marco Rubio diretamente de Washington, D.C., operações clandestinas foram financiadas para direcionar debates de política externa e apoiar movimentos de extrema-esquerda nas últimas décadas. O documento aponta que a ilha caribenha serviu historicamente como base estratégica para o apoio a insurreições na América Latina e para a consolidação de células subversivas dentro de cidades norte-americanas.
Além da atuação direta de agentes cubanos, o relatório evidencia que o território da ilha foi transformado em um ponto de apoio logístico para agências de inteligência da Rússia, China e Irã. Instalações de interceptação eletrônica em Lourdes e Bejucal, localizadas nas proximidades de Havana, foram citadas como peças-chave na coleta de dados estratégicos militares das Forças Armadas dos EUA. O alinhamento de Havana com governos autoritários e a facilitação de operações cibernéticas contra infraestruturas críticas no continente americano também foram destacados como ameaças diretas à segurança nacional.
Reação diplomática e desdobramentos internacionais
Em resposta às acusações formalizadas no documento norte-americano, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, manifestou-se a partir de Havana rejeitando integralmente o conteúdo da publicação. O diplomata cubano afirmou que o dossiê constitui uma narrativa construída com o objetivo de justificar o endurecimento das sanções econômicas impostas à ilha. A troca de acusações ocorre em um momento de elevada tensão diplomática, no qual o debate sobre segurança internacional e geopolítica global ganha centralidade nas discussões da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas.
Analistas de inteligência militar apontam que a divulgação detalhada dessas informações visa respaldar novas medidas restritivas e pressionar aliados internacionais a adotarem posturas mais rígidas contra o governo cubano. A publicação do relatório reforça a posição de Washington quanto à necessidade de contenção de ameaças assimétricas na região das Américas, sinalizando novos desdobramentos diplomáticos e estratégicos entre os países nos próximos meses.