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Estrada de Ferro Madeira-Mamoré: Marco da Colonização de Rondônia em 1912

A "Ferrovia do Diabo" e o desenvolvimento histórico da Amazônia

Locomotiva histórica da EFMM. Fonte: Wikipédia / Estrada de Ferro Madeira-Mamoré – Wikipédia, a enciclopédia livre

O contexto histórico da inauguração em 1912

A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré foi inaugurada oficialmente no dia 1º de agosto de 1912, marco histórico fundamental para a colonização e a integração territorial do estado de Rondônia. A obra faraônica, idealizada para escoar a produção da borracha boliviana pelo Oceano Atlântico, foi construída sob a liderança do empresário norte-americano Percival Farquhar na região onde hoje se localiza o município de Porto Velho, capital do estado.

A exigência para a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré foi estabelecida formalmente pelo Tratado de Petrópolis, assinado em 17 de novembro de 1903 pelo diplomata brasileiro Barão do Rio Branco. Por meio deste acordo geopolítico, o governo da Bolívia cedeu o território do Acre ao Brasil em troca de compensações financeiras e da garantia de uma via de transporte que contornasse o trecho encachoeirado dos rios Madeira e Mamoré.

Os desafios da construção e a mão de obra

As obras da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré iniciaram-se em julho de 1907, mobilizando dezenas de milhares de trabalhadores vindos de mais de 40 nacionalidades distintas, incluindo caribenhos, europeus e asiáticos. Devido às condições insalubres da floresta amazônica, às epidemias de malária e febre amarela, e aos acidentes de trabalho, a ferrovia ganhou internacionalmente a trágica alcunha de "Ferrovia do Diabo", estimando-se a perda de milhares de vidas humanas durante a sua edificação.

A infraestrutura ferroviária projetada contava com uma extensão total de 366 quilômetros, conectando a cidade de Porto Velho à cidade de Guajará-Mirim, ambas situadas no estado de Rondônia. O funcionamento logístico da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré era essencial para a economia extrativista da borracha, integrando a região Norte aos mercados internacionais da época.

O legado e o impacto na Região Norte

O impacto da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré ultrapassou a esfera econômica, moldando de maneira definitiva a geografia urbana da região. Ao redor dos canteiros de obras e das oficinas ferroviárias, formaram-se núcleos populacionais que deram origem a importantes centros urbanos, destacando-se o município de Porto Velho, no estado de Rondônia.

Com a drástica queda nos preços da borracha no mercado internacional e a inauguração de rotas alternativas de escoamento, a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré entrou em decadência progressiva, tendo suas operações desativadas nas décadas seguintes. Apesar disso, a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré permanece viva na memória coletiva como o grande eixo estruturante que viabilizou a ocupação civil e a consolidação das fronteiras do oeste brasileiro.

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Bacharel em Comunicação Social, Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas  I Habilitado em Comunicação Estrtégica Publisher & Especialista de Operações DigitaisEditor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer |  Conselheiro de Segurança

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