Caso Banco Master: repasse de R$ 33 milhões a advogada é apurado
Banco Master pagou R$ 33 milhões a escritório de ex-diretora do IDP citada em mensagens da instituição financeira
Um repasse milionário realizado pelo Banco Master ao escritório da advogada Dalide Corrêa passou a ser apurado pela Polícia Federal nesta quinta-feira, 17 de setembro de 2026. A investigação foi iniciada no Distrito Federal, após a apreensão de relatórios de auditoria interna do Banco de Brasília referentes à negociação entre as duas instituições financeiras.
Nos documentos analisados pelos investigadores federais, o valor de R$ 33 milhões foi transferido ao escritório Alves Corrêa durante o ano de 2024. A transação financeira foi justificada em trocas de mensagens entre executivos da instituição privada como um custeio para manter um canal direto com o Supremo Tribunal Federal. A advogada beneficiada ocupou o cargo de diretora-geral do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa, entidade de ensino fundada pelo ministro Gilmar Mendes.
O pagamento foi ordenado pelo diretor financeiro do Banco Master, Ângelo Ribeiro, ao superintendente executivo de Tesouraria, Alberto Félix, conforme diálogos registrados nos relatórios do inquérito.
Origem das investigações e a auditoria em Brasília
A apuração sobre o Caso Banco Master
As planilhas do departamento financeiro do banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro demonstraram repasses recorrentes à bancada jurídica sediada em Brasília. A auditoria realizada pelas equipes de fiscalização apontou que não foram apresentadas justificativas operacionais habituais para a contratação de bancas com valores expressivos.
A relação entre as instituições e a justificativa para as contratações jurídicas passaram a ser tratadas no inquérito da Operação Compliance Zero. O objetivo dos agentes federais é determinar se as cifras milionárias quitaram serviços advocatícios efetivos ou se foram utilizadas para exercer influência junto a tribunais superiores.
Contrapontos das partes envolvidas e desdobramentos
A atuação profissional no Caso Banco Master foi defendida publicamente pela advogada Dalide Corrêa por meio de nota oficial enviada à imprensa. Foi informado pela defensora que a representação jurídica ocorreu exclusivamente em primeira e segunda instâncias do Judiciário. Segundo a nota, o escritório prestou serviços a empresas que venderam créditos financeiros à instituição de Daniel Vorcaro, sem qualquer atuação direta perante o Supremo Tribunal Federal.
O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes não se manifestou oficialmente sobre as citações nos relatórios da Polícia Federal. Interlocutores ligados ao gabinete do magistrado relataram que o vínculo com a advogada foi rompido no ano de 2017, época em que ocorreu o desligamento de Dalide Corrêa da direção do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa.
Os dados obtidos na auditoria continuam sob análise minuciosa dos peritos da Polícia Federal na sede do órgão, em Brasília. Novas oitivas e diligências foram bancadas pelo departamento de investigação para apurar o ecossistema de pagamentos efetuados pelo Banco Master.
Acesse meus artigosBacharel em Comunicação Social, Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer | Conselheiro de Segurança
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