Bate-boca na Praça do Ó expõe racha entre candidatos por acordos eleitorais e repasses de campanha na Zona Sudoeste
A candidata a deputada federal Talita Galhardo (PSDB) e o candidato a deputado estadual Sargento Britto (REP) protagonizaram uma intensa discussão verbal na manhã do último domingo, 27 de setembro de 2026, durante um ato de campanha eleitoral na feira livre da Praça do Ó, na Barra da Tijuca, bairro da Zona Sudoeste do Rio de Janeiro (RJ). O conflito começou após cobranças financeiras sobre acordos de dobradinha eleitoral não cumpridos e descumprimento de repasses de recursos, gerando trocas de ofensas que exigiram a intervenção de militantes e populares para evitar agressões físicas. O episódio repercutiu amplamente nas redes sociais após a divulgação de vídeos gravados por pedestres no local.
Origem do conflito e acusações de quebra de acordo
O desentendimento teve início quando o candidato a deputado estadual abordou a equipe da postulante à Câmara dos Deputados para cobrar valores que, segundo ele, seriam devidos em razão de um alinhamento político prévio no estado. A discussão escalou rapidamente com acusações mútuas sobre a distribuição de material impresso e o financiamento de ações de rua na região da Zona Sudoeste.
De acordo com testemunhas presentes no momento do bate-boca, a cobrança financeira gerou reação imediata por parte da equipe tucana. O tom da conversa subiu quando acusações de chantagem e cobranças indevidas passaram a ser proferidas publicamente no meio da feira, chamando a atenção de feirantes e eleitores que circulavam no local.
A briga reflete o acirramento das disputas internas por bases territoriais no Rio de Janeiro, onde o formato de dobradinha eleitoral costuma definir a divisão de custos operacionais e a alocação de militantes durante o período de panfletagem.
Violência política de gênero e acionamento da Justiça
Após a repercussão das imagens, a candidata Talita Galhardo declarou que foi vítima de violência política de gênero e intimidação. A postulante do PSDB afirmou que o adversário tentou extorqui-la com cobranças sem amparo legal e que acionará o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e as autoridades policiais para apurar o conduta do militar.
Por sua vez, o candidato Sargento Britto negou qualquer tentativa de agressão física ou extorsão, alegando ter sido provocado e agredido verbalmente durante o exercício de sua atividade de panfletagem. O candidato do Republicanos informou que também registrou a ocorrência e acionará os meios jurídicos para a preservação de sua honra e dos seus direitos operacionais na campanha.
O caso reacende o debate sobre o clima de tensão nas ruas durante a reta final da campanha eleitoral e a segurança de candidatos em atos públicos no Estado do Rio de Janeiro.
Acesse meus artigosBacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer | Conselheiro de Segurança
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