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Conselho do MPF forma maioria para manter Gonet no caso Master

Colegiado rejeita pressões por afastamento do procurador-geral da República, após relator descartar indícios de suspeidão e irregularidades em menções extraídas de celular.

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) formou maioria, em sessão realizada na quarta-feira, 23 de setembro de 2026, em Brasília (DF), para manter o procurador-geral da República, Paulo Gonet, à frente das investigações do caso Master. O colegiado avaliou um pedido apresentado pelo partido Novo, impulsionado por menções ao chefe do Ministério Público Federal (MPF) em registros extraídos do telefone celular do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Sob a condução do vice-presidente do conselho, o subprocurador-geral Nicolao Dino, a votação consolidou o entendimento de que não há elementos jurídicos sólidos ou provas de amizade íntima que justifiquem o afastamento ou a abertura de inquérito contra o PGR.

Relator descarta suspeição e aponta descontextualização de mensagens

Durante a sessão do Conselho Superior do Ministério Público Federal, o relator do procedimento, subprocurador-geral Francisco de Assis Vieira Sanseverino, votou de maneira contrária à abertura de investigações e ao afastamento do chefe da Procuradoria-Geral da República. Em sua fundamentação jurídica, Sanseverino pontuou que os diálogos e registros fotográficos encontrados no aparelho de Daniel Vorcaro não podem ser analisados de forma isolada ou descontextualizada.

Para o relator, as menções superficiais e a presença em eventos públicos não configuram o grau de proximidade exigido pela legislação para declarar a suspeição de uma autoridade em persecuções penais de grande repercussão. A posição técnica foi respaldada por outros membros do colegiado, a exemplo do subprocurador-geral Celso de Albuquerque e Silva, que reforçou a ausência de indícios mínimos de favorecimento ou de atos que pudessem configurar prevaricação por parte da chefia do Supremo Tribunal Federal.

O contexto da representação e a defesa de Paulo Gonet

A ofensiva jurídica que mirou a atuação da Procuradoria-Geral da República teve início após relatórios da Polícia Federal revelarem trechos de conversas e imagens ligando o nome de Paulo Gonet ao empresário investigado. Diante da repercussão, a defesa institucional e as manifestações enviadas por Gonet ao Supremo Tribunal Federal sustentaram que os contatos foram fortuitos, breves e republicanos, ocorrendo em ambientes institucionais ou em eventos com a presença de diversas autoridades da República.

A manutenção de Paulo Gonet no comando das investigações assegura a continuidade técnica das frentes de apuração conduzidas pelo Ministério Público Federal no âmbito da corte suprema, blindando a instituição de turbulências políticas imediatas geradas pela oposição e por questionamentos de legendas partidárias.

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Bacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas  I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer |  Conselheiro de Segurança

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