Novo colapso na rede elétrica nacional expõe sucateamento e falta de combustível na ilha
Um novo apagão em Cuba paralisou completamente o sistema eletroenergético da ilha na tarde desta sexta-feira, 18 de setembro de 2026, deixando cerca de 10 milhões de habitantes sem energia elétrica.
O evento paralisou os principais serviços urbanos em municípios vitais, incluindo a capital Havana, além de localidades nas províncias de Matanzas, Artemisa e Mayabeque. A interrupção no fornecimento afetou gravemente a distribuição de água potável, as comunicações de telefonia móvel e internet, o transporte público e o funcionamento de hospitais, que passaram a operar por meio de geradores de emergência alimentados a óleo diesel.
A Embaixada dos Estados Unidos em Havana emitiu um alerta de segurança para cidadãos norte-americanos em solo cubano.
Deterioração estrutural e escassez Severa de petróleo sufocam usinas
A crise energética cubana reflete o sucateamento crônico da infraestrutura do país, cujas usinas termelétricas possuem em média mais de 40 anos de operação sem a devida manutenção preventiva ou reposição de peças. Somada à falta de investimentos técnicos, a acentuada queda no fornecimento de petróleo vindo de aliados tradicionais, como Venezuela e Rússia, impede a geração contínua das plantas térmicas nacionais.
Autoridades governamentais e representantes estatais apontam as sanções econômicas externas como o principal gargalo para a compra de peças e combustíveis. O ministro de Energia e Minas de Cuba, Vicente de la O Levy, declarou em pronunciamento que o bloqueio econômico norte-americano impede a chegada pontual de navios petroleiros e inviabiliza o financiamento de insumos básicos para a manutenção das usinas. Por outro lado, analistas internacionais e opositores apontam que a falta de reformas estruturais e a centralização estatista inviabilizam qualquer alternativa sustentável para a matriz energética da ilha.
Mesmo nos períodos sem colapso total da rede, a população de municípios fora da capital enfrenta diuturnamente racionamentos severos que chegam a ultrapassar 30 horas consecutivas sem eletricidade. A paralisação dos geradores de apoio nas cidades agrava a deterioração de alimentos e compromete a rotina de comércios e residências.
Impacto no cotidiano e incerteza sobre o restabelecimento total
A população de Havana e das províncias vizinhas voltou às ruas sob penumbra na noite de sexta-feira, buscando alternativas para cozinhar e manter a ventilação diante do forte calor caribenho. A interrupção dos serviços bancários e dos sistemas de pagamento eletrônico também paralisou a atividade comercial no país.
Técnicos da União Elétrica trabalham no processo de sincronização e religamento gradual dos microsistemas regionais, porém não há previsão exata de quando a energia será totalmente restaurada em todo o território nacional.
Acesse meus artigosBacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer | Conselheiro de Segurança
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