Tragédia militar no departamento de La Paz mobiliza forças de resgate e provoca estragos em cidade boliviana.
Tragédia militar atinge o departamento de La Paz
A explosão em quartel da Bolívia registrada no Regimento de Artilharia Mecanizada RAM-2 Bolívar mobilizou equipes de emergência, bombeiros, socorristas e policiais na tarde de 4 de setembro de 2026. A unidade militar está localizada no município de Viacha, na província de Ingavi, pertencente ao departamento de La Paz, situada a cerca de 30 quilômetros ao sul da capital nacional. A força das detonações atingiu a infraestrutura do complexo do exército e provocou apreensão na população local.
O balanço oficial das vítimas atualizado pelas autoridades confirma ao menos dois mortos, ambos identificados como militares da unidade, além de sete pessoas desaparecidas sob os escombros e mais de 81 feridos. A grande maioria dos feridos é composta por civis que estavam fora do quartel no momento em que as ondas de choque atingiram as redondezas. Os feridos foram encaminhados emergencialmente para o Hospital Municipal de Viacha e para unidades de saúde da região metropolitana de La Paz.
Causa das detonações e impacto urbano
A causa do incidente foi detalhada por meio de comunicados emitidos pelo Ministério da Defesa e pela Polícia Nacional da Bolívia. Conforme as informações governamentais, as explosões foram desencadeadas pela detonação de material pirotécnico e pólvora negra estocados na instalação. O Ministério da Defesa esclareceu categoricamente que não houve envolvimento ou detonação de armamento bélico do exército no sinistro.
O impacto da explosão em quartel da Bolívia causou estragos consideráveis na infraestrutura urbana do município de Viacha. A onda de choque destruiu vidraças e causou danos estruturais em dezenas de residências próximas ao perímetro militar. Além dos danos materiais, cerca de 20 bairros do município sofreram a interrupção completa no fornecimento de energia elétrica.
Operações de resgate e apoio governamental
Em decorrência do risco persistente de novos focos de calor e do perigo de desabamentos, ações de resgate urgentes foram executadas. Diversas famílias que residiam nas imediações do Regimento RAM-2 Bolívar foram retiradas de suas casas pelas equipes de segurança pública e conduzidas para abrigos temporários organizados pela administração municipal.
A tragédia gerou manifestações imediatas por parte do Governo Boliviano. O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, manifestou pública solidariedade às famílias afetadas pelo desastre e determinou a abertura de uma investigação técnica rigorosa e transparente. A determinação presidencial visa apurar as causas exatas do desastre no depósito de pólvora negra e responsabilizar legalmente os envolvidos por eventuais falhas nos protocolos de armazenamento da unidade militar.