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Furto de cabos: Força-tarefa no Rio combate crime milionário

Operação integrada une Prefeitura, Estado e forças de segurança para sufocar receptação que já ultrapassa a marca de R$ 30 milhões em prejuízos.

Operação do Núcleo Integrado de Combate ao Furto de Cabos no Rio.
Força-tarefa integrada entre Prefeitura do Rio e Governo do Estado fiscaliza ferros-velhos para coibir o furto de cabos e a receptação de equipamentos urbanos.

A criação do Núcleo Integrado de Combate a Furtos e Receptação de Cabos foi anunciada pela Prefeitura do Rio de Janeiro e pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro nesta terça-feira, 1º de setembro de 2026. A formalização da estrutura permanente foi realizada por meio de decreto assinado pelo prefeito Eduardo Cavaliere. A medida visa conter o furto de cabos e a sabotagem de equipamentos de infraestrutura urbana, crimes que causaram prejuízos acumulados superiores a R$ 69 milhões de reais apenas nas redes municipais de iluminação pública e sinalização semafórica da capital fluminense.

Durante o evento de lançamento, o prefeito Eduardo Cavaliere destacou a importância da cooperação entre os entes governamentais. "Quando a Prefeitura do Rio e o Governo do Estado trabalham em parceria, a gente consegue enfrentar esse tipo de problema que não é simples, mas é possível de resolver. Por isso hoje publicamos no Diário Oficial a criação do Núcleo Integrado de Combate a Furtos e Receptação de Cabos. Para combater esse tipo de crime, a gente precisa de inteligência, e esse esforço operacional vai dar resultado para a população", afirmou Eduardo Cavaliere.

Estrutura centraliza inteligência e foca no combate à receptação

A coordenação do novo órgão será exercida pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), sob a liderança do secretário Marcus Belchior. A estrutura reunirá representantes da Guarda Municipal, da Rioluz, da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio) e das forças de segurança pública, incluindo as secretarias estaduais de Segurança Pública, Polícia Civil, Polícia Militar e o Gabinete de Segurança Institucional do Estado (GSI). Concessionárias de energia elétrica e operadoras de telecomunicações também integrarão os trabalhos operacionais.

O direcionamento das operações é fundamentado no combate rigoroso aos ferros-velhos e depósitos suspeitos de comercializarem materiais clandestinos. De acordo com o secretário de Ordem Pública, Marcus Belchior, o foco estratégico foi alterado. "Nós estamos integrando todas as bases para colocar inteligência e atacar aquilo que causa mais dano à operação no território de uma cidade, que são os furtos dessas estruturas. Não estamos só integrando a operação, estamos integrando também os dados estratégicos. Temos como principais objetivos prevenir o furto, identificar os criminosos e, principalmente, atacar a receptação", pontuou Marcus Belchior.

A necessidade de alinhamento entre as esferas públicas foi reforçada pelo chefe do Gabinete de Segurança Institucional do Governo do Estado, Roberto Leão. "Vivemos um momento na Segurança Pública que demonstra uma verdade que nem sempre foi muito clara: uma instituição sozinha não consegue resolver o problema da cidade e do estado e da população como um todo. A integração dos órgãos municipais e estaduais, falando a mesma linguagem e com os mesmos propósitos, gera resultados positivos e aumenta a sensação de segurança. O poder público precisa se ajudar para reverter o quadro que vivemos. Essa união se torna imperativa", declarou Roberto Leão.

Prejuízos financeiros e dados operacionais da capital

O levantamento estatístico detalha que, entre os anos de 2021 e 2026, a rede de iluminação gerida pela Rioluz somou 94.824 ocorrências de vandalismo, resultando na subtração de 1.816 quilômetros de fiação e um prejuízo acumulado de R$ 42 milhões de reais. Na rede de trânsito administrada pela CET-Rio, o dano financeiro atingiu R$ 27 milhões de reais no mesmo período, contabilizando 457 quilômetros de condutores levados e 488 controladores semafóricos danificados.

Entre janeiro e julho de 2026, 455 semáforos foram desativados por ação criminosa na capital, afetando 14,6% de todo o parque semafórico do município. O custo de reparo nesses sete meses ultrapassou R$ 3,2 milhões de reais em 1.633 registros. A incidência das infrações esteve concentrada no Centro do Rio de Janeiro e nos bairros que compõem a Grande Tijuca e o Grande Méier, localizados na Zona Norte.

No setor privado, a concessionária Light informou que acumulou perdas de R$ 10,4 milhões de reais entre janeiro e julho de 2026, decorrentes do furto de 78 quilômetros de redes em 780 ocorrências. Anteriormente, entre 2023 e 2025, a empresa já havia registrado o extravio de 435 quilômetros de fiação, com danos estimados em R$ 45 milhões de reais e interrupção do serviço para 255 mil clientes.

Fiscalização severa e desapropriação de imóveis irregulares

As operações fiscais coordenadas pelo núcleo não serão restritas à apreensão de fiação elétrica. A fiscalização englobará componentes semafóricos, grelhas, tampas de bueiro, grades e estruturas metálicas de transporte. Os dados analíticos que orientarão os agentes serão fornecidos pela CIVITAS Rio, órgão responsável pelo Sistema Municipal de Segurança e Inteligência, que atua em parceria tecnológica com a Light para o monitoramento de galerias e interrupções de energia.

Administrativamente, os estabelecimentos comerciais autuados por receptação ilegal estarão sujeitos à cassação de alvarás, interdição imediata e sanções administrativas. Conforme estabelecido no decreto municipal, caso os requisitos legais sejam preenchidos, a Prefeitura do Rio poderá avaliar o processo de desapropriação dos imóveis utilizados para o armazenamento e comercialização de sucata de origem ilícita.

Engenharia adota cabeamento sem valor comercial

Para desencorajar a ação de vândalos, a CET-Rio iniciou a implantação de um novo tipo de fiação com coloração laranja, gravada externamente com a inscrição "sem valor comercial", fabricada em material desprovido de atrativo no mercado paralelo. A substituição já foi executada em nove cruzamentos viários da Zona Norte, incluindo trechos críticos como a Rua São Francisco Xavier com a Rua Radialista Waldir Amaral, no bairro da Tijuca, o Boulevard 28 de Setembro com a Rua Felipe Camarão, em Vila Isabel, e a Avenida Marechal Rondon nos cruzamentos com as ruas Henrique Dias, Marechal Bittencourt e Vitor Meireles.

Outras intervenções físicas adotadas pela Rioluz e CET-Rio incluem o selamento de caixas de passagem com blindagem de concreto e solda, elevação de caixas de proteção, uso de garras antifurto e a instalação de eletrocalhas metálicas protegidas no Túnel Noel Rosa, no bairro de Vila Isabel, além do lançamento de redes aéreas em grandes corredores viários como a Avenida Brasil.

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Bacharel em Comunicação Social, Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas  I Habilitado em Comunicação Estrtégica Publisher & Especialista de Operações DigitaisEditor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer |  Conselheiro de Segurança

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