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Lutador de Muay Thai morre após ataque a tiros no Rio

Atleta de 31 anos foi atingido em bar na Rua Jubaí, em Marechla Hermes; Polícia Civil apura se vítima foi confundida por causa da roupa

Cristiano Gonçalves Figueira, conhecido como Cristiano Rivotril, foi morto a tiros aos 31 anos — Foto: @rivoocris/Instagram

O lutador de Muay Thai Cristiano Gonçalves Figueira, conhecido no meio esportivo como "Cristiano Rivotril", de 31 anos, morreu após ser alvejado por disparos de arma de fogo na noite do último domingo, 27 de setembro, em um estabelecimento comercial na Rua Jubaí, no bairro de Marechal Hermes, Zona Norte do Rio de Janeiro. A vítima, que era torcedora do Clube de Regatas do Flamengo e participava ativamente de projetos comunitários de artes marciais na região, confraternizava no local quando foi abordada por suspeitos em uma motocicleta. Atingido por ao menos três tiros à queima-roupa, o atleta foi socorrido por amigos e levado ao Hospital Estadual Carlos Chagas, onde teve o óbito confirmado. O sepultamento foi realizado no Cemitério de Ricardo de Albuquerque. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro abriu inquérito para apurar a autoria do homicídio, trabalhando com a principal linha de investigação de que Cristiano tenha sido confundido com o real alvo da ação criminosa devido à cor da vestimenta que usava.

Testemunhas descrevem ação na Rua Jubaí e hipótese de engano

Conforme relatos colhidos por investigadores, os executores chegaram ao bar a bordo de uma motocicleta. Um dos suspeitos desembarcou e caminhou em direção às pessoas que estavam no local. Testemunhas afirmaram que os criminosos buscavam por um homem que teria se envolvido em uma discussão prévia e que vestia uma camisa de cor verde. Cristiano usava uma blusa da mesma cor no momento da abordagem, fator que reforça a tese de erro na identificação do alvo.

Logo após efetuarem os disparos de curta distância, os suspeitos fugiram na moto usada no crime. A área foi isolada por agentes do 9º Batalhão de Polícia Militar (Rocha Miranda) para a realização da perícia pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli. A violência no Rio de Janeiro volta a alarmar moradores do subúrbio carioca diante da dinâmica rápida e letal do ataque em plena via pública.

Comoção em Ricardo de Albuquerque e homenagens do esporte

O corpo de Cristiano Gonçalves Figueira foi velado e sepultado sob forte comoção de familiares, amigos de treino e integrantes da torcida rubro-negra. A cerimônia ocorreu no Cemitério de Ricardo de Albuquerque. Conhecido pelo empenho em projetos de lutas no Parque Radical de Deodoro, o atleta recebia homenagens frequentes pela dedicação ao ensino das artes marciais mistas e ao desenvolvimento de jovens esportistas amadores na Zona Norte.

"Ele era uma pessoa amada por todos, focada no esporte e nos seus planos para o futuro", declarou uma colega de treinos de Cristiano durante as homenagens prestadas nas redes sociais. Amigos e familiares reiteraram o pedido por justiça e rapidez no esclarecimento dos fatos por parte das autoridades de segurança pública.

Investigação sob responsabilidade da Polícia Civil

A investigação do caso iniciou-se na 30ª DP (Marechal Hermes) e segue com suporte de agentes especializados da segurança pública no Rio para mapear o trajeto percorrido pela motocicleta e identificar os envolvidos no homicídio. Policiais analisam imagens registradas por câmeras de segurança instaladas na Rua Jubaí e no entorno do bairro. A Polícia Civil reforça que informações que auxiliem na localização dos suspeitos podem ser repassadas anonimamente ao Disque Denúncia 

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