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Marinha dos EUA aceita porta-aviões nuclear USS John F. Kennedy de forma preliminar

Embarcação de 100 mil toneladas inicia fase de testes na Estação Naval de Norfolk enquanto estaleiro conclui sistemas de armas para entrega formal em 2027

A Marinha dos EUA aceita porta-aviões de propulsão nuclear futurista, o futuro USS John F. Kennedy (CVN 79), em entrega preliminar realizada nesta terça-feira, 29 de setembro de 2026, nas instalações do estaleiro Newport News Shipbuilding, município de Newport News, estado da Virgínia, nos Estados Unidos. A aceitação condicional da segunda unidade da Classe Gerald R. Ford autorizou a transferência do navio para a Estação Naval de Norfolk, onde a tripulação militar assumirá o controle operacional direto para executar ensaios de avaliação de sistemas integrados. A medida busca acelerar o adestramento das forças navais norte-americanas e antecipar diagnósticos de engenharia antes do comissionamento definitivo da belonave de 13,2 bilhões de dólares, agendado para março de 2027.

O movimento de transferência parcial ocorre após a conclusão bem-sucedida das provas de aceitação no mar finalizadas em meados de agosto de 2026, que validaram a propulsão dos dois reatores nucleares A1B, a navegação básica e os sistemas primários de resposta a emergências. Contudo, a Huntington Ingalls Industries (HII), controladora do estaleiro construtor, manteve equipes técnicas a bordo para concluir pendências estruturais do projeto antes da aceitação contratual plena.

Pendências técnicas nos elevadores eletromagnéticos redefinem calendário industrial

Entre os principais gargalos operacionais que impediram a entrega definitiva imediata está o processo de certificação dos Elevadores Avançados de Armamentos (AWE - Advanced Weapons Elevators). O navio possui 11 elevadores projetados para mover munições, mísseis e bombas do paiol até o convés de voo por meio de motores de indução magnética direta, eliminando cabos e pistões hidráulicos tradicionais. Quatro desses elevadores ainda passam por ajustes finais de software, calibração mecânica e testes de carga pesada nas oficinas do estaleiro.

A decisão do comando naval norte-americano de adotar a entrega em duas fases visa impedir a repetição dos atrasos enfrentados pelo navio-insígnia da classe, o USS Gerald R. Ford (CVN 78). No caso do primeiro navio, longas revisões pós-entrega paralisaram as operações navais no porto por anos. Ao transferir o USS John F. Kennedy para Norfolk com o navio 99% concluído, os fuzileiros e marinheiros já assumem a rotina de bordo e realizam testes funcionais em alto-mar em paralelo ao trabalho dos engenheiros civis.

Durante anúncio sobre a transição do navio, executivos da Huntington Ingalls Industries destacaram que a estratégia operacional garante o treinamento em ambiente real, maximizando a eficiência orçamentária das Forças Armadas dos Estados Unidos. "Esta conquista permite que a Marinha dos EUA inicie a avaliação de sistemas em ambiente operacional contínuo, enquanto nossas equipes concluem os testes finais para entregar a capacidade máxima ao combatente", declarou a divisão Newport News Shipbuilding da HII em comunicado corporativo oficial.

Modernização tecnológica e capacidade de Projeção de Poder Aéreo

O USS John F. Kennedy possui 337 metros de comprimento, 100 mil toneladas de deslocamento e capacidade para transportar mais de 80 aeronaves de combate. O navio traz modificações diretas de engenharia em relação ao seu antecessor, integrando o Sistema Eletromagnético de Lançamento de Aeronaves (EMALS) e o Garra de Retenção Avançada (AAG), configurados de fábrica para operar com caças stealth de quinta geração F-35C Lightning II e aeronaves não tripuladas de ataque.

Além disso, a estrutura de sensores do CVN 79 inclui o radar de varredura eletrônica ativa AN/SPY-6(V)3 Enterprise Air Surveillance Radar (EASR), substituindo o sistema DBR utilizado no primeiro porta-aviões da classe. A atualização garante maior alcance de varredura contra mísseis hipersônicos e drones, reduzindo o custo de manutenção preventiva ao longo dos 50 anos previstos de vida útil da plataforma militar.

A movimentação militar insere-se no plano estratégico geopolítico de reforçar a presença global no Pacífico Indo-Pacífico e no Atlântico Norte perante o crescimento das frotas da Marinha do Exército de Libertação Popular da China e a intensificação de conflitos regionais no Leste Europeu e Oriente Médio.

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Bacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas  I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer |  Conselheiro de Segurança

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