Ensaio no Complexo Naval de Itaguaí avaliou a estanqueidade do casco resistente e a estabilidade da quarta unidade da Classe Riachuelo antes das provas de mar.
A Marinha do Brasil concluiu com sucesso a primeira imersão estática do submarino Almirante Karam (S-43) na área marítima do Complexo Naval de Itaguaí, localizado na Ilha da Madeira, município de Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Validação da estanqueidade e controle de estabilidade em Itaguaí
Durante a operação técnica realizada em Itaguaí, engenheiros militares da Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha e técnicos da ICN monitoraram em tempo real o alagamento e o esgotamento controlados dos tanques de lastro. O objetivo do ensaio de imersão estática consistiu em comparar os cálculos teóricos de projeto às respostas práticas apresentadas pela embarcação, ajustando a distribuição de pesos, o centro de gravidade e a trimagem transversal e longitudinal.
A inspeção confirmou a integridade das vedações, escotilhas e passagens do casco resistente (penetrations), garantindo ausência de divergências estruturais sob pressão. Adicionalmente, as equipes aferiram a resposta mecânica e pneumática das válvulas de compensação acionadas por ar comprimido, essenciais para manobras de emergência em ambiente subfluvial e marítimo.
Para a tripulação militar designada para o S-43, o ensaio representou a oportunidade de familiarização com as reações físicas da plataforma em imersão completa. A coleta de dados operacionais permitirá efetuar calibrações finas na instrumentação e nos sensores de poço antes das fases de maior exigência física e tática em mar aberto.
Próxima etapa prevê testes operacionais e provas de mar
Com o cumprimento do teste de bancada no cais, a embarcação militar passará pelo comissionamento das instalações elétricas e mecânicas restantes para avançar rumo às provas de mar (sea trials). O cronograma prevê avaliações da propulsão diesel-elétrica, ensaios de navegabilidade em regime de snorkel, respostas dos lemes de profundidade e navegação em imersão profunda.
Na fase sequencial de testes dinâmicos, a Marinha do Brasil submeterá à prova a suíte tática do submarino, incluindo a calibração do sonar de busca e navegação TSM 2233 Eledone, o sistema tático de combate integrado e a prontidão dos seis tubos lançadores de 533 milímetros. A plataforma está projetada para disparar torpedos pesados F-21 Artemis e mísseis antinavio SM39 Exocet.
O submarino possui 71,62 metros de comprimento, diâmetro de 6,2 metros e deslocamento submerso de aproximadamente 2,000 toneladas, alcançando velocidades superiores a 20 nós e autonomia operada por 4 motores diesel acoplados a um motor elétrico principal.
Legado homenageia decano da Força de Submarinos
Lançado ao mar no final de novembro de 2025, o quarto submarino da classe foi rebatizado como Almirante Karam (S-43) em homenagem ao almirante-de-esquadra Alfredo Karam, falecido em setembro de 2024 aos 99 anos.
A entrega funcional do S-43 completará o quarteto da Classe Riachuelo, somando-se às unidades Riachuelo (S-40), Humaitá (S-41) e Tonelero (S-42). A consolidação desta frota convencional expande a capacidade de dissuasão estratégica e monitoramento ostensivo ao longo dos 4,5 milhões de quilômetros quadrados que compõem a Amazônia Azul, resguardando as reservas do Pré-Sal e as rotas de navegação comercial na costa brasileira.
Acesse meus artigosBacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer | Conselheiro de Segurança
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