O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou publicamente neste sábado (26) uma proposta de trégua apresentada pelo governo do Irã, intermediada pelo Catar durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, Estados Unidos, que previa a reabertura do Estreito de Ormuz em um prazo de sete dias.
A oferta iraniana, detalhada pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, estipulava o encerramento imediato das hostilidades regionais, incluindo frentes no Líbano, em troca da suspensão do bloqueio naval americano aos portos iranianos, da anistia às sanções sobre o petróleo e da liberação de ativos financeiros congelados.
“Rejeito a proposta deles. Rejeitaram o acordo deles”, declarou Trump aos jornalistas.“Eles querem fazer um acordo onde abrem o Estreito imediatamente porque estão perdendo muito. Querem fazer um acordo e acho isso ótimo, eu também gosto de fazer acordos, mas aquele acordo não é aceitável”, complementou.
O impasse estratégico e a rota do petróleo
O conflito, que se aproxima de seu sétimo mês desde o início das operações militares coordenadas no início do ano, transformou o Estreito de Ormuz em um dos pontos mais tensos da geopolítica global.
Enquanto o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, sustentou que a iniciativa foi desenvolvida em coordenação direta com o líder supremo do país, Áiatolá Ali Khamenei, a administração de Washington mantém profunda desconfiança sobre a real disposição de Teerã em cumprir exigências de longo prazo.
No entanto, a recusa imediata em aceitar os termos do pacto de sete dias frustra os esforços diplomáticos liderados por potências regionais do Oriente Médio.
Perspectivas militares e o cenário eleitoral
Informações veiculadas por veículos da imprensa norte-americana, como o jornal The Wall Street Journal, indicam que o planejamento estratégico da Casa Branca avalia cenários para além da diplomacia. Analistas políticos e fontes diplomáticas sugerem que a dinâmica de segurança pode sofrer novas reviravoltas dependendo do calendário político interno dos Estados Unidos.
Apesar da rejeição aos termos atuais, o canal de conversas mediadas não foi totalmente encerrado.
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