Armamento aprendido na Operação Magen, deflagrada pela Polícia Federal e pelo Ministério Públic
A Operação Magen, deflagrada conjuntamente pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) nesta quarta-feira (7) em Rio de Janeiro, na capital fluminense, desarticulou uma rede criminosa especializada na venda ilegal de armamento de guerra, vazamento de dados sigilosos e lavagem de dinheiro para a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), com atuação direta no Complexo de Israel. A ação policial resultou na prisão em flagrante de um ex-assessor parlamentar da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), localizado no interior de um hotel de luxo situado na Barra da Tijuca, zona oeste da capital, onde os agentes apreenderam um fuzil de uso restrito, carregadores e acessórios táticos no interior do quarto.
Estrutura do esquema e repasse de armas pesadas
As investigações conduzidas pela força-tarefa apontam que a organização criminosa opera estruturadamente desde 2022. O grupo é composto por policiais da ativa, ex-policiais militares, um policial civil e ex-ocupantes de cargos comissionados em órgãos públicos estaduais.
Segundo os relatórios do Ministério Público, a rede criminosa foi responsável pela negociação de dezenas de armas de fogo de grosso calibre, incluindo fuzis e pistolas, destinadas a abastecer o poder bélico da facção. Além do fornecimento de armamentos letalmente restritos, os investigados utilizavam suas posições e trânsito institucional para vazar informações privilegiadas de inteligência e dados operacionais sigilosos das forças de segurança do estado, comprometendo operações policiais e garantindo a impunidade do grupo narcotraficante.
Mandados, bloqueio de bens e lavagem de dinheiro milionária
A ofensiva judicial mobilizou dezenas de agentes federais e promotores do MPRJ para o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. As diligências foram concentradas na capital fluminense, além de municípios da Baixada Fluminense — como Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis e Seropédica — e na região da Costa Verde, especificamente no município de Angra dos Reis.
O rombo financeiro gerado pelas atividades ilícitas e o esforço para ocultar a origem dos capitais levou a Justiça fluminense a determinar o bloqueio expressivo de bens e valores dos suspeitos, estimados em centenas de milhões de reais. Conforme apontam as auditorias financeiras anexadas ao inquérito, a rede criminosa movimentou cifras superiores a R$ 100 milhões ao longo dos últimos quatro anos.
Desdobramentos institucionais e repercussão no Rio de Janeiro
A repercussão da Operação Magen gerou forte impacto nos poderes estaduais, visto o envolvimento de agentes públicos e ex-servidores de órgãos estratégicos, a exemplo do Detran-RJ e da própria Alerj. Os suspeitos capturados e os foragidos identificados pela força-tarefa respondem perante a Justiça por crimes graves, que incluem organização criminosa armada, comércio ilegal de armas de fogo e munições, violação de sigilo funcional, usura e lavagem de capitais.
As autoridades federais e estaduais informaram que as investigações continuam em andamento para identificar outros possíveis beneficiários do esquema e rastrear remanescentes de contas bancárias utilizadas para a ocultação patrimonial da facção.
Acesse meus artigosBacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer | Conselheiro de Segurança
Bacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer | Conselheiro de Segurança

