Por Wagner Coelho
As asas da Força Aérea Brasileira que protegem as riquezas das águas jurisdicionais nacionais
Asas que protegem o mar: Aeronaves P-3AM Orion e P-95BM Bandeirante Patrulha em sobrevoo estratégico pela costa do Rio de Janeiro, simbolizando a vigilância constante da FAB no Dia da Aviação de Patrulha.
No dia 22
de maio de 2026, a soberania das águas jurisdicionais brasileiras e a
salvaguarda de vidas humanas no mar são celebradas em todo o território
nacional por meio das comemorações do Dia da Aviação de Patrulha, data
instituída em homenagem ao batismo de fogo da Força Aérea Brasileira (FAB)
ocorrido durante a Segunda Guerra Mundial, em 1942. A vigilância ininterrupta
de uma área de aproximadamente 4,5 milhões de quilômetros quadrados, conhecida
como Amazônia Azul, é realizada por esquadrões operacionais estrategicamente
posicionados no litoral do país. O monitoramento de ameaças, o combate a crimes
transfronteiriços e a coordenação de missões de busca e salvamento são
conduzidos por tripulações altamente qualificadas a bordo de vetores
tecnológicos avançados.
O batismo de fogo e a origem histórica
O
alicerce desta aviação foi consolidado a partir de um evento bélico marcante na
história da Defesa Nacional. Em 22 de maio de 1942, o ataque ao
submarino italiano Barbarigo foi executado pelos pilotos Capitão Affonso
Celso de Castro e Tenente Parreiras Horta, a bordo de um bombardeiro Lockheed
Hudson.
A ação
militar foi motivada pelo agressivo torpedeamento de navios mercantes
brasileiros no Oceano Atlântico por forças do Eixo. Diante do cenário de
hostilidade, a prontidão operacional da recém-criada Força Aérea foi colocada à
prova, resultando na primeira ação de combate real da instituição. Por meio do
Decreto nº 44.437, de 19 de agosto de 1958, a data daquele primeiro engajamento
armado foi oficialmente estabelecida como o marco comemorativo da
especialidade.
Vetores estratégicos e tecnologia de monitoramento
A
modernização tecnológica dos meios aéreos é constantemente buscada para a
manutenção da capacidade de pronta-resposta. Atualmente, missões de vigilância
e inteligência são desempenhadas pelas aeronaves P-3AM Orion e P-95BM
Bandeirante Patrulha.
O
patrulhamento marítimo de longo alcance é provido pelo P-3AM Orion, vetor
operado pelo Esquadrão Orungan a partir da Base Aérea de Santa Cruz, localizada
no Rio de Janeiro. Sensores eletrônicos avançados, sistemas de radar de
última geração e detectores de anomalias magnéticas são empregados para a
localização de submarinos e embarcações ilícitas. Adicionalmente, o monitoramento
de áreas costeiras e de menor extensão é complementado pelas aeronaves P-95BM,
as quais são carinhosamente designadas como "Bandeulha" e
encontram-se distribuídas em esquadrões nas regiões Nordeste e Sul do país.