Prisão preventiva é decretada após médica constatar diversas lesões no corpo de oficial que chegou sem vida ao hospital
A investigação sobre o assustador feminicídio de capitã da PM ganhou novos desdobramentos na Justiça com a manutenção da prisão preventiva do autor do crime. A oficial da Polícia Militar, identificada como Michele Leão Azevedo, de 41 anos, foi levada sem vida ao Hospital Odilon Behrens, no bairro São Cristóvão, na noite de segunda-feira, 20 de julho de 2026. O marido da vítima, o 3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, foi preso em flagrante pelas autoridades e permanece detido em unidade prisional militar após ter a custódia convertida em prisão preventiva durante a audiência realizada no Poder Judiciário.
A chronologia dos fatos e a versão contestada
O crime começou a ser desvendado quando o corpo da vítima deu entrada na unidade hospitalar por volta das 21h. Conforme registrado no boletim de ocorrência lavrado pelas forças de segurança pública, o acusado alegou no momento do atendimento que a esposa havia sofrido uma queda de escada por volta do meio-dia dentro do imóvel do casal no bairro Palmares. Segundo o depoimento inicial apresentado pelo suspeito, a mulher teria recusado socorro médico imediato por estar constrangida após consumo de bebidas e substâncias em uma confraternização. Ele afirmou que ambos adormeceram e que apenas à noite percebeu a ausência de resposta aos estímulos, decidindo transportá-la ao pronto-socorro.
A versão sustentada pelo graduado foi imediatamente confrontada pela equipe médica.
Provas periciais e histórico do acusado
As imagens captadas pelas câmeras do circuito interno de monitoramento do prédio onde o casal residia mostram o investigado no elevador carregando a companheira desmaiada sobre os ombros até a garagem antes de colocá-la no veículo particular. Na residência, agentes da perícia técnica apreenderam objetos decisivos para o esclarecimento do feminicídio de capitã da PM, incluindo um cabo de madeira partido encontrado na lixeira e roupas de cama molhadas que haviam sido colocadas recentemente na máquina de lavar.
A apuração conduzida pelas autoridades policiais revelou um histórico prévio de comportamento agressivo por parte do agressor. O caso foi formalmente classificado sob a capitulação de feminicídio e encaminhado ao Poder Judiciário. Levantamentos efetuados indicam registros anteriores contra o sargento por violência doméstica efetuados no ano de 2016 por uma antiga companheira, englobando lesão corporal e descumprimento de medidas protetivas de urgência.
Ação da justiça e repercussão institucional
A decisão que converteu a prisão em flagrante em custódia cautelar preventiva foi fundamentada pelo magistrado na garantia da ordem pública e na gravidade concreta dos fatos apurados no inquérito policial.
A vítima, bacharel em Ciências Militares com especialização acadêmica em Direitos Humanos e atuante na corporação desde o ano de 2010, deixa um filho e um legado de dedicação à segurança e à ordem social. O caso atroz que envolve o feminicídio de capitã da PM segue sob investigação minuciosa da Polícia Civil e acompanhamento da Corregedoria para que o devido processo legal seja concluído com a punição do responsável perante a justiça.
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