Inquérito da Entre Cordas concluído pela Polícia Civil

Investigação sobre a morte de jovem em viaduto da extinta RFFSA aponta dolo eventual de instrutores e omissão em área sob a gestão da SPU

Fotografia em formato paisagem mostrando dois instrutores com camisas azuis segurando uma jovem horizontalmente pelas pernas e costas no topo de uma mureta de alvenaria antiga. No chão de concreto, cordas de segurança aparecem enroladas e sem conexão ao corpo da vítima, sob um céu nublado de fundo.
Registro em ilustrativo detalha os últimos segundos antes do lançamento de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas na divisa entre Limeira e Cordeirópolis; perícia constatou que cordas principais foram deixadas no chão.

O inquérito da Entre Cordas foi oficialmente concluído pela Polícia Civil de São Paulo no dia 22 de junho de 2026, trazendo desdobramentos cruciais sobre a trágica morte da estudante de educação física Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. O fato fatídico ocorreu na manhã do dia 30 de maio de 2026, quando a jovem perdeu a vida após ser lançada de uma altura de 40 metros na Ponte do Esqueleto. A estrutura ferroviária inacabada da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA) fica localizada precisamente na divisa entre o município de Limeira e o município de Cordeirópolis, na macrorregião de Campinas, no interior do Estado de São Paulo. O evento clandestino era operado pelo grupo Entre Cordas, que utilizava indevidamente o espaço federal gerido administrativamente pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU), órgão federal que passou a ser cobrado juridicamente pela falta de barreiras físicas na estrutura abandonada.

Falha técnica absurda e fuga de auxiliares na plataforma

Foi constatado pela equipe de peritos da Polícia Civil que o lançamento da vítima foi executado sem que o cabo guia principal de sustentação estivesse conectado aos mosquetões acoplados ao seu corpo. O equipamento de segurança crucial para a frenagem da modalidade rope jump foi esquecido na plataforma de madeira pelos organizadores no dia 30 de maio de 2026. O erro fatal foi registrado em vídeo por testemunhas que acompanhavam o evento naquele sábado ensolarado.

Após o violento impacto sofrido pela jovem na trilha abaixo da ponte, os primeiros socorros foram tentados por uma enfermeira civil que estava no local, mas o óbito foi confirmado imediatamente pelas equipes de resgate do Corpo de Bombeiros. No momento da chegada das primeiras viaturas militares, dois assistentes da empresa simularam cooperação entregando suas identidades, mas acabaram fugindo para uma área de vegetação densa próxima à linha férrea desativada.

Decisão judicial mantém três instrutores presos e libera auxiliares

No relatório final assinado pela delegacia de Limeira no dia 22 de junho de 2026, seis pessoas ligadas à organização do evento foram indiciadas criminalmente. Foi decretada pela Justiça a conversão da prisão temporária em preventiva para os três instrutores principais que atuaram diretamente no topo da estrutura de salto no momento da queda: Luis Felipe Feliciano Egoroff (32 anos), Vitor de Freitas Gonçalves (27 anos) e Maicon Fernandes Cintra (42 anos). Eles foram denunciados por homicídio com dolo eventual, uma vez que o risco iminente de morte foi assumido pela equipe ao negligenciarem a dupla checagem obrigatória das amarras da jovem.

Em contrapartida, os dois auxiliares de pista que haviam fugido inicialmente e a proprietária majoritária da marca Entre Cordas foram colocados em liberdade provisória pelo juiz plantonista. Foi considerado pelo magistrado do caso que os três funcionários libertados não participaram da execução direta e física do arremesso da estudante. No entanto, todos os três continuam sendo processados e responderão judicialmente em liberdade por associação criminosa, facilitação de atividade comercial ilícita e omissão de socorro, ficando proibidos de se ausentarem de suas comarcas de residência.

Discussão sobre demolição e conclusão das autoridades

Com a entrega do inquérito da Entre Cordas ao Ministério Público no fim de junho de 2026, medidas de restrição física severas começaram a ser articuladas entre as prefeituras locais e o Governo Federal. Foi comunicado oficialmente pela SPU que um estudo técnico de viabilidade para a demolição completa da Ponte do Esqueleto está em andamento, visando extinguir em definitivo o ponto de invasões que já acumulava histórico severo de acidentes e quedas graves nos últimos anos. O caso foi encaminhado para a Promotoria de Justiça, que deve formalizar a denúncia penal nos próximos dias.

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Estudante de Comunicação Social, Jornalismo I Certificado em Comunicação Estratégica  | Publisher & Diretor de Operações Digitais Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico Conselheiro de Segurança
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