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Ataques cibernéticos no Brasil mobilizam debate

OAB-RJ e Grupo de Resposta Imediata realizam a Conferência Nacional de Prevenção e Combate às Ameaças Cibernéticas no Centro do Rio de Janeiro


A cibersegurança no Brasil é colocada em debate urgente devido ao avanço constante das vulnerabilidades digitais, que expõem milhares de organizações a riscos sistêmicos. O panorama crítico nacional foi evidenciado pelo relatório Cenário Global de Ameaças 2026, elaborado pela empresa de segurança cibernética Fortinet, o qual registrou que 753,8 bilhões de investidas hackers foram concentradas no país durante o ano de 2025. O volume alarmante equivale a cerca de 1,4 milhão de tentativas de invasão promovidas a cada minuto no território nacional.

Diante do avanço do cibercrime, a Conferência Nacional de Prevenção e Combate às Ameaças Cibernéticas será realizada em 04 de setembro de 2026, das 09h às 18h, no Salão Nobre da Seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ). O endereço do encontro presencial fica localizado na Avenida Marechal Câmara, número 150, 9º andar, no bairro Centro, município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro. O evento institucional é organizado pela Comissão de Ciências Forenses da OAB-RJ em parceria com o Grupo de Resposta Imediata (GRI), as inscrições podem ser feitas pelo site Sympla

Falhas básicas e inteligência artificial ampliam vulnerabilidades institucionais

Um hacker com capuz segura um notebook aberto que exibe um cadeado digital laranja se abrindo, simbolizando uma violação de segurança cibernética.
O volume alarmante de ataques cibernéticos no Brasil exige estratégias robustas de resposta a incidentes por parte das organizações.

O aumento nas invasões registradas no país é impulsionado significativamente pelo uso estratégico da inteligência artificial por grupos criminosos. Segundo a pesquisa da Fortinet, foi verificado um crescimento expressivo de 535% na distribuição de softwares maliciosos no Brasil em comparação ao ano de 2024. Contudo, quase metade das invasões cibernéticas ainda é iniciada por falhas consideradas simples de serem evitadas por gestores de tecnologia. Problemas estruturais como configurações inadequadas de sistemas e a ausência de correção para falhas conhecidas continuam sendo explorados de maneira recorrente.

A ampliação desses riscos corporativos foi ratificada pelo relatório Global Cybersecurity Outlook, publicado pelo Fórum Econômico Mundial. De acordo com os dados apresentados pela instituição internacional, o aumento de vulnerabilidades digitais associadas à inteligência artificial foi relatado por 87% das organizações entrevistadas ao longo do último ano. Além disso, a tecnologia foi apontada por 94% dos líderes empresariais e institucionais como o fator de maior influência para a evolução da segurança cibernética no ano de 2026.

Segundo analistas da Fortinet, "a inércia em cibersegurança, caracterizada pela manutenção de processos e tecnologias ultrapassadas, gera custos irreparáveis, tanto no âmbito financeiro quanto reputacional". O alerta enfatiza que a continuidade de estratégias estáticas em ambientes digitais altamente dinâmicos tornou-se uma ameaça direta à sustentabilidade das organizações.

Resposta a incidentes e operação sistêmica do cibercrime

A incapacidade de reação eficiente por parte de empresas e órgãos públicos é outro fator de vulnerabilidade destacado em estudos recentes do setor. Apenas 23% das organizações pesquisadas possuem planos estruturados para garantir a continuidade de suas operações após o registro de uma invasão. Mesmo entre as entidades que contam com rotinas de resposta, muitos planos estão desatualizados e não refletem os cenários de risco enfrentados no cotidiano digital.

Conforme ressaltado por especialistas do Grupo de Resposta Imediata (GRI), "o cibercrime não opera mais por meio de ataques isolados, mas sim como uma estrutura sistêmica contínua, na qual agentes criminosos monitoram e atuam durante todo o ciclo de vida da invasão". Esse modelo de atuação faz com que ameaças permaneçam ocultas em redes corporativas por diversos meses antes da execução final do ataque.

Diante do cenário de emergência tecnológica, soluções práticas, metodologias de investigação forense e estratégias de resposta a incidentes serão debatidas por juristas, peritos e especialistas da área de tecnologia durante o encontro promovido no Salão Nobre da OAB-RJ. As inscrições para a conferência foram disponibilizadas de forma presencial e não presencial, garantindo acesso público aos debates jurídicos e técnicos. 

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Bacharel em Comunicação Social, Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas  I Habilitado em Comunicação Estrtégica Publisher & Especialista de Operações DigitaisEditor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer |  Conselheiro de Segurança

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