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CPMI do Lulinha: Senador Carlos Viana protocola pedido

Oposição mobiliza Congresso para apurar suposto tráfico de influência de filho do presidente

Senador Carlos Viana em discursando no Congresso Nacional em Brasília sobre o requerimento da CPMI.
O senador Carlos Viana (PSD-MG) durante coletiva no Congresso Nacional sobre a abertura de investigação contra Fábio Luís Lula da Silva.

Um requerimento para a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito foi protocolado no Congresso Nacional, em Brasília, Distrito Federal, pelo senador Carlos Viana (PSD-MG). O documento visa investigar denúncias de suposto tráfico de influência e irregularidades contratuais envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A peça foi oficializada na quinta-feira, 20 de agosto de 2026, com o apoio dos deputados federais Cabo Gilberto (PL-PB), Helio Lopes (PL-RJ) e Mario Frias (PL-SP). O pedido de abertura da CPMI do Lulinha teve como gatilho relatórios de inteligência da Polícia Federal e desdobramentos de investigações que apontam reuniões e trocas de mensagens. As tratativas envolveriam a venda de medicamentos à base de canabidiol para a rede pública de saúde pelo Ministério da Saúde, além de conexões com a empresa Dataprev.

A articulação política no Senado Federal e na Câmara dos Deputados é liderada pelo senador mineiro, que presidiu a comissão referente ao INSS. Para que a instalação do colegiado misto seja concretizada, o requerimento necessita da coleta formal de assinaturas de pelo menos 171 deputados e 27 senadores. Em seguida, o texto deve ser lido em sessão solene pelo presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Investigações da Polícia Federal e o elo com operadores em Brasília

A justificativa do requerimento baseia-se em dados colhidos em inquéritos conduzidos no Supremo Tribunal Federal sob a relatoria do ministro André Mendonça e do ministro Flávio Dino. As apurações indicam reuniões entre a lobista Roberta Luchsinger e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de Careca do INSS. Interlocuções também teriam alcançado o ex-chefe de gabinete da Presidência da República, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.

Conforme relatado por Carlos Viana, o objetivo central é esclarecer se Lulinha utilizou acesso privilegiado a autoridades federais para intermediar negócios e favorecer empresas privadas. "É necessário esclarecer qual foi a participação de cada um dos envolvidos nas tratativas; quais empresas e interesses econômicos estavam representados; se houve pagamentos, promessas de vantagens ou remunerações pela intermediação", afirmou o parlamentar no texto da justificativa.

Pedidos de informação e preservação de provas no STF

Paralelamente ao requerimento da CPMI do Lulinha, o senador enviou pedidos oficiais de informação à Casa Civil, ao Ministério da Saúde e ao Ministério das Comunicações. Foi exigido o envio de registros de entrada de visitantes, atas de reuniões, e-mails institucionais e cópias integrais de agendas.

Uma petição direcionada ao STF também foi protocolada pelo parlamentar solicitando a preservação integral de provas digitais. O objetivo declarado pela oposição é evitar a perda de dados armazenados em servidores e garantir o aprofundamento das apurações financeiras.

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Bacharel em Comunicação Social, Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas  I Habilitado em Comunicação Estrtégica Publisher & Especialista de Operações DigitaisEditor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer |  Conselheiro de Segurança

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