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Máfia das Cantinas: MPRJ Denuncia 22 em Esquema de R$ 25 Mi

Ação do GAECO e da Polícia Civil cumpre mandados no Rio e na Baixada Fluminense para desarticular cartel que controlava comércios em presídios.

Agentes da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro analisando documentos da Operação Snack Time sobre a máfia das cantinas.
Operação conjunta do MPRJ e da Polícia Civil cumpriu mandados contra a máfia das cantinas que atuava no sistema prisional do Rio. 

O esquema fraudulento conhecido como máfia das cantinas foi alvo da 2ª fase da Operação Snack Time, deflagrada em 12 de novembro de 2024 pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) em conjunto com a Polícia Civil. A denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Organização Criminosa (GAECO/MPRJ) resultou no indiciamento de 22 pessoas pela 1ª Vara Criminal Especializada da Capital. Entre os investigados estão agentes públicos e empresários acusados de fraudar licitações, lavar dinheiro e formar cartel para monopolizar a venda de produtos aos custodiados no sistema prisional fluminense por quase uma década.

Investigação revela ações iuntegradas entre servidores e empresários

A operação foi desencadeada para o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. As diligências foram realizadas por agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Policial Civil nos municípios de Rio de Janeiro, Mesquita e Duque de Caxias, localizados no estado do Rio de Janeiro. Na capital, buscas foram efetuadas nos bairros do Centro, Jacarepaguá, Anil e Barra da Tijuca.

De acordo com o MPRJ, a organização criminosa operou entre os anos de 2015 e 2024, período no qual movimentou ilegalmente mais de R$ 25 milhões. O grupo era liderado pelo ex-subsecretário de Gestão, Finanças e Planejamento da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seppen), Rafael Rodrigues de Andrade, e pelo policial penal Ronaldo Barbosa Souza. Ambos são apontados como os articuladores responsáveis por direcionar os certames licitatórios em favor do grupo.

A mecânica do crime estruturou-se por meio da criação de empresas de fachada mantidas em nome de laranjas. Essas firmas simulavam concorrência em editais promovidos pela Seppen para a exploração de serviços alimentares, garantindo o domínio de até 95% dos lotes licitados. Concorrentes legítimos que tentavam participar das disputas eram sistematicamente desclassificados por exigências burocráticas descabidas aplicadas pelos servidores públicos envolvidos no grupo.

Operação prisional desarticula estrutura mantida por 10 anos

A monopolização permitia a venda de itens básicos a preços superfaturados aos familiares dos detentos, gerando lucros exorbitantes ao cartel. A denúncia aponta que a movimentação financeira ilícita alimentava um sistema sofisticado de lavagem de capitais, com ocultação de patrimônio por meio de repasses a terceiros e aquisição de bens.

O encerramento definitivo do modelo comercial de cantinas privadas nas unidades prisionais do estado foi determinado pela gestão da Seppen em 2024, em cumprimento a decisões judiciais e recomendações dos órgãos de fiscalização. O material apreendido durante as buscas em residências e empresas na Baixada Fluminense e na Zona Oeste da capital passa por perícia técnica para a identificação de novos desdobramentos.

O desmantelamento dessa rede pela operação prisional representa um avanço no combate à corrupção institucionalizada no sistema penal, garantindo maior transparência e controle estatal sobre a administração das unidades de privação de liberdade no Estado do Rio de Janeiro. Os réus responderão pelos crimes de organização criminosa, fraude a licitações e lavagem de dinheiro perante a justiça do rio.

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Bacharel em Comunicação Social, Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas  I Habilitado em Comunicação Estrtégica Publisher & Especialista de Operações DigitaisEditor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer |  Conselheiro de Segurança

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