Gilmar Mendes defende Paulo Gonet, ataca os ministros André Mendonça e Luiz Fux e inflama os bastidores de Brasília em uma ofensiva declarada no Supremo Tribunal Federal. A declaração pública foi divulgada no perfil oficial do ministro na rede social X, antigo Twitter, na manhã de quinta-feira, 17 de setembro de 2026, com repercussão imediata na Praça dos Três Poderes. O decano da Corte acusou o relator da apuração de agir como um "pixuleco eleitoral" e questionou abertamente os procedimentos adotados no julgamento do Caso Master.
A publicação de Gilmar Mendes ocorreu como desdobramento direto do tenso bate-boca registrado no plenário do STF durante a sessão de quinta-feira, 17 de setembro de 2026. A divergência teve início quando o procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi exposto pelo levantamento de sigilo sobre mensagens contidas no celular do empresário Daniel Vorcaro. O relator do processo, ministro André Mendonça, admitiu publicamente que não existia qualquer indício de conduta ilícita contra a chefia do Ministério Público Federal. No entanto, a manutenção das menções no relatório causou forte irritação no decano, que classificou a exposição como uma manobra indevida de linchamento reputacional.
Além dos duros ataques direcionados a André Mendonça, o ministro Gilmar Mendes estendeu as críticas ao ministro Luiz Fux. O decano enviou um ofício à Segunda Turma da Corte questionando a condução de Fux ao pautar, em votação virtual acelerada, o referendo para a decisão que pedia o afastamento da direção da Polícia Federal. Segundo a argumentação de Gilmar Mendes, as manobras regimentais e as divulgações seletivas assemelham-se aos métodos empregados no passado pela Operação Lava Jato, visando criar fatos consumados na opinião pública antes do devido processo legal.
Reação de André Mendonça e Nota Oficial do Gabinete
Em resposta veiculada por nota oficial do seu gabinete e repercutida em Brasília, Distrito Federal, o ministro André Mendonça declarou que a retirada de sigilo de procedimentos atendeu a pedidos anteriores de transparência e que a indignação manifestada por Gilmar Mendes ocorre de forma seletiva. O relator enfatizou que a atuação do Poder Judiciário deve ser pautada pelo respeito às normas institucionais, ao decoro e à liturgia, sustentando que o Supremo Tribunal Federal pertence às leis da República e não à vontade individual de nenhum de seus magistrados.