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Houthis assumem abate de caça F-15 saudita no Iêmen

Ação na província de Marib intensifica escalada geopolítica e pressão sobre o mercado global de energia.

Destroços de aeronave militar na região desértica do Iêmen.
Imagem representativa do cenário de operações militares no deserto de Marib, no Iêmen

O grupo rebelde Ansar Allah (Houthis) anunciou nesta quarta-feira, 16 de setembro de 2026, ter abatido um caça F-15 Strike Eagle pertencente à Força Aérea Real Saudita enquanto a aeronave realizava incursões no espaço aéreo de Marib, no Iêmen. Segundo declaração pública do porta-voz militar do movimento, brigadeiro-general Yahya Saree, a operação utilizou um sistema de defesa antiaérea de fabricação local para interceptar o jato caça de fabricação norte-americana. A alegação militar ocorre em um momento crítico de recrudescimento dos combates na Península Arábica, logo após Riad afirmar ter neutralizado um ataque com drones direcionado ao seu território.

Até o momento, o Ministério da Defesa da Arábia Saudita e as forças da coalizão não confirmaram oficialmente a perda do caça nem divulgaram informações sobre a situação dos dois tripulantes. Testemunhas locais no distrito de Marib relataram explosões no ar seguidas de intensa movimentação de jatos de combate sauditas na região, supostamente realizando buscas e patrulhas.

Escalada militar e ameaça às rotas de suprimento energético

A ação militar em Marib insere-se em uma dinâmica de ataques coordenados que vem desestabilizando o sul da Arábia Saudita e o norte iemenita. Na última segunda-feira, 14 de setembro, o movimento houthi deflagrou uma ofensiva massiva combinando mísseis balísticos e drones de ataque contra instalações estratégicas, incluindo a Base Aérea Rei Khalid, localizada em Khamis Mushait, no sudoeste saudita.

O acirramento das hostilidades atinge diretamente o mercado de petróleo, elevando a volatilidade do barril tipo Brent nos mercados internacionais devido à proximidade das operações militares com a infraestrutura petrolífera saudita e com a rota de navegação do Estreito de Bab el-Mandeb.

"Nossas operações são direcionadas estritamente contra bases militares e instalações petrolíferas que sustentam a agressão contra o Iêmen", afirmou o brigadeiro-general Yahya Saree, porta-voz das forças armadas vinculadas ao governo Houthi em Sanaa, ao rejeitar alegações saudi-coalizão sobre alvos civis.

Impasse diplomático e acusações cruzadas entre Riad e Sanaa

O suposto abate do caça desdobra-se em meio a um forte embate diplomático. Poucas horas antes do anúncio do ataque em Marib, porta-vozes do governo de Riad acusaram os rebeldes iemenitas de lançarem drones em direção à região ocidental do reino. O porta-voz da Coalizão liderada pela Arábia Saudita, general Turki al-Malki, declarou que a interceptação de artefatos na província de Meca ocorreu com sucesso e reiterou que a segurança dos locais sagrados constitui uma linha vermelha inviolável para as forças de defesa do reino.

A liderança do Ansar Allah negou categoricamente a intenção de atingir complexos religiosos, classificando as acusações sauditas como narrativa de propaganda política para justificar a intensificação dos bombardeios no território iemenita. O cenário de fricção direta afasta as perspectivas de consolidação de um cessar-fogo permanente, mantendo a região em estado de alerta máximo de segurança.

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Bacharel em Comunicação Social, Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas  I Habilitado em Comunicação Estrtégica Publisher & Especialista de Operações DigitaisEditor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer |  Conselheiro de Segurança

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