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Operação Ouroboros: MP prende procurador do RJ

Novas provas encontradas em aparelhos celulares apontam propina e lavagem de dinheiro em esquema milionário no governo do Estado.


Ação ostensiva captura ex-chefe da Procuradoria do IRM

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf), efetuou a prisão preventiva do procurador do Estado Marcelo Lopes da Silva nesta quarta-feira, 16 de setembro de 2026. O mandado foi cumprido por agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) no município do Rio de Janeiro, no bairro da Tijuca, na Zona Norte da capital fluminense. A nova ordem de prisão foi expedida após a análise dos dados mantidos nos aparelhos telefônicos apreendidos, que revelaram evidências inéditas de corrupção e ocultação de bens vinculados a contratos do Instituto Rio Metrópole.

O investigado havia sido preso originalmente em 9 de julho de 2026 durante a deflagração da Operação Ouroboros, mas tinha conquistado a liberdade treze dias depois por decisão da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. O retorno do custodiado ao sistema prisional ocorreu depois que as autoridades constataram a continuidade de práticas irregulares e a utilização de uma Microempresa Individual (MEI) criada no nome de sua ex-namorada para o recebimento de repasses indevidos provenientes de empreiteiras contratadas.

A engenharia financeira e as fraudes contratuais

A apuração conduzida pelos promotores de Justiça revelou um esquema de fraude em licitações e desvio de recursos públicos calculado em R$ 86,28 milhões. A estrutura ilícita era operada no âmbito da autarquia estadual para beneficiar empresas privadas por meio de aditivos ilegais e contratações direcionadas entre os anos de 2022 e 2026.

"As análises periciais nos telefones revelaram repasses de vantagens indevidas fracionadas, além da criação deliberada de empresas de fachada para encobrir os verdadeiros beneficiários do dinheiro público", afirmou o Ministério Público em nota oficial.

Conforme a denúncia aceita pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, o dinheiro era repassado das concessionárias para o Instituto BIO (Brazilian Institute of Organics). A partir desta entidade sem estrutura operacional, valores milionários eram sacados na boca do caixa e transportados sob a custódia de uma firma de segurança privada para posterior distribuição aos integrantes do núcleo público.

Atuação decisiva e ramificações na cúpula estadual

Enquanto ocupava a chefia da Procuradoria-Geral do IRM, Marcelo Lopes da Silva exercia papel central ao emitir pareceres jurídicos que fundamentavam e chancelavam os aditivos contratuais fraudulentos. A apuração técnica aponta que a empresa Engeconsult Consultores Técnicos Ltda repassou recursos para a MEI ligada ao procurador, totalizando pagamentos diretos fracionados que beneficiavam o agente público.

A organização criminosa contava ainda com a participação de outros quadros relevantes da administração pública estadual, como Davi Perini Vermelho, conhecido como "Didê", ex-presidente do IRM, e o delegado da Polícia Civil Franquis Dias Nepomuceno. O investigado foi encaminhado à Cadeia Pública José Frederico Marques, localizada no bairro de Benfica, onde permanecerá à disposição da Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

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Bacharel em Comunicação Social, Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas  I Habilitado em Comunicação Estrtégica Publisher & Especialista de Operações DigitaisEditor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer |  Conselheiro de Segurança

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