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Primeiro Comando do Golpe: O surgimento da nova facção nos presídios do Rio

A expansão da criminalidade sistêmica e o monitoramento rigoroso pelas autoridades penitenciárias no estado fluminense

Fachada externa do Complexo Penitenciário de Gericinó, local de monitoramento da nova facção no Rio de Janeiro
Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro, onde autoridades intensificaram a segurança após o surgimento da nova dissidência carcerária. (Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil)

A articulação da dissidência e o cenário nos presídios

O sistema penitenciário do estado do Rio de Janeiro foi abalado pelo surgimento oficial de uma nova organização criminosa, batizada de Primeiro Comando do Golpe. Formada no mês de julho de 2026, a nova facção é apontada pelos relatórios de inteligência como uma dissidência direta do grupo Povo de Israel (PVI). A ruptura ocorreu após a morte do antigo líder da facção originária, Avelino Gonçalves Lima. Atualmente, cerca de 60 detentos são contabilizados sob a nova sigla, atraindo criminosos que acumulam dívidas financeiras ou insatisfações com as diretrizes de facções tradicionais como o Comando Vermelho, o Terceiro Comando Puro e os Amigos dos Amigos.

Conflitos internos e a rota da violência urbana

As primeiras manifestações de força da organização foram registradas em unidades críticas da capital fluminense. No dia 23 de julho de 2026, no Presídio Lemos de Brito, situado no Complexo de Gericinó, no bairro Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, uma galeria inteira foi incendiada durante disputas territoriais internas. Relatos colhidos pelo Conselho Penitenciário do Estado do Rio de Janeiro (CPERJ) durante vistorias no Presídio Evaristo de Moraes (conhecido como Galpão da Quinta), localizado no bairro São Cristóvão, na zona norte da capital, detalharam um ambiente de terror generalizado, marcado por espancamentos severos, ameaças de morte entre os detentos e superlotação que ultrapassa duzentos por cento da capacidade projetada.

A resposta enérgica do Estado e o isolamento dos líderes

Diante do risco iminente de um banho de sangue nas unidades prisionais, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEPPEN), com o auxílio estratégico da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), deflagrou uma série de intervenções corretivas. Seis detentos apontados como os principais articuladores da nova facção foram rigorosamente isolados. Entre eles, destaca-se o detento Thiago Faustino Apolinário dos Santos, amplamente conhecido pelo apelido de TH. Conforme as diretrizes da segurança pública estadual, os envolvidos foram submetidos ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), medida adotada para conter a escalada de rebeliões e estancar a expansão do grupo dentro do sistema carcerário fluminense.

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Bacharel em Comunicação Social, Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas  I Habilitado em Comunicação Estrtégica Publisher & Especialista de Operações DigitaisEditor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer |  Conselheiro de Segurança

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