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Javier Milei apoia Flávio Bolsonaro e ataca Lula

Presidente argentino acusa governo brasileiro de interferência na eleição de 2023 e defende agenda neoliberal para o Brasil

O presidente da Argentina, Javier Milei, desencadeou um novo atrito diplomático nesta quinta-feira (1º de outubro de 2026) ao atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e declarar apoio formal à candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República nas eleições do próximo domingo (4). Em entrevista concedida à prestigiada revista francesa Le Point a partir de Buenos Aires, na Argentina, Javier Milei rotulou o chefe do Executivo brasileiro de "ladrão", acusou o Planalto de ter financiado diretamente manobras e ingerências eleitorais contra sua campanha na eleição argentina de 2023 e defendeu que uma eventual vitória da oposição liberal-conservadora no Brasil garantirá o saneamento liberal que o país necessita para interromper o avanço do modelo estatista na América Latina.

Acusações de ingerência e retórica de confrontação diplomática

Durante a entrevista aos jornalistas franceses, o mandatário argentino retomou as críticas dirigidas à administração de Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que o governo federal brasileiro operou para favorecer o então candidato da situação, Sergio Massa, na disputa presidencial da Argentina realizada em novembro de 2023. O líder da Casa Rosada ressaltou que Luiz Inácio Lula da Silva utilizou recursos institucionais e propaganda estatal para tentar interferir no pleito do país vizinho, classificando o episódio como um golpe sujo de ingerência internacional.

Ao se referir diretamente ao presidente da República Federativa do Brasil, o chefe do Executivo da Argentina reafirmou a adjetivação depreciativa adotada durante a sua pré-campanha em 2023, referindo-se ao atual presidente do Brasil com acusações de corrupção e desvio de verbas públicas. A manifestação provocou reações imediatas nos bastidores do Palácio do Planalto e do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, onde diplomatas avaliam a possibilidade de emitir uma nota formal de repúdio contra a violação dos princípios constitutivos de não intervenção nos negócios internos de estados soberanos.

"Tenho muita esperança de que meu amigo Flávio Bolsonaro vença e realize o saneamento liberal de que o Brasil precisa. Lula deixa uma situação muito complicada, que exigirá um enorme esforço para o país voltar a crescer", declarou o presidente da Argentina, Javier Milei, ao abordar o cenário político sul-americano.

Aposta na candidatura de Flávio Bolsonaro e defesa do neoliberalismo

A sinalização explícita de voto na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro consolida a aliança política mantida entre o movimento libertário de Buenos Aires e o clã político do ex-presidente Jair Bolsonaro. O mandatário argentino ressaltou que a escolha de Flávio Bolsonaro representa a única alternativa capaz de aplicar no mercado nacional um plano rigoroso de desregulamentação, corte de despesas estatais, privações de estatais obsoletas e reformas estruturais do modelo neoliberal.

Para o chefe de estado argentino, a manutenção de políticas socioeconômicas intervencionistas no território brasileiro tem comprometido o dinamismo das trocas comerciais no âmbito do Mercado Comum do Sul (Mercosul). A vitória de Flávio Bolsonaro, segundo a avaliação manifestada por Javier Milei, permitirá alinhar os dois principais eixos econômicos da América do Sul em torno da liberdade de mercado, redução de tarifas e atração de investimento estrangeiro direto.

Críticas aos meios de comunicação e fim da publicidade oficial

Ao responder sobre os conflitos permanentes enfrentados entre a Casa Rosada e os veículos de imprensa internacionais e locais, o presidente da Argentina reeditou suas duras críticas ao jornalismo profissional. Javier Milei alegou que a cobertura crítica e o rechaço manifestado por grandes empresas do setor jornalístico decorrem unicamente da suspensão total da verba publicitária governamental, conhecida como "pauta oficial", implementada logo no início de seu mandato constitucional.

Conforme o discurso sustentado pelo governante, o fim da destinação de recursos públicos para jornais, emissoras de rádio e canais de televisão retirou privilégios históricos mantidos por grupos de mídia. O líder argentino sustentou que a independência editorial de governos do continente foi comprometida ao longo das últimas décadas por repasses milionários e defendeu que o modelo adotado por sua gestão em Buenos Aires sirva de parâmetro para futuras gestões na América Latina.

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Bacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas  I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer |  Conselheiro de Segurança

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