Carregando...

Operação Escola de Papel mira fraude de R$ 1,6 bi na SEEDUC-RJ

Esquema envolvendo ex-secretária e empresas de fachada teria desviado verbas de reformas escolares no estado do Rio de Janeiro.

gentes da Polícia Civil e do MPRJ cumprem mandados durante a Operação Escola de Papel no Rio de Janeiro.


A Operação Escola de Papel, deflagrada na manhã desta quinta-feira (1º de outubro de 2026) pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) e pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), cumpre 19 mandados de busca e apreensão no município do Rio de Janeiro e em cidades da Baixada Fluminense, como Duque de Caxias, para desarticular um esquema criminoso de direcionamento de licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro que pode ter fraudado até R$ 1,6 bilhão na Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC-RJ). Entre os alvos centrais da ação judicial está a ex-secretária estadual de Educação Roberta Barreto de Oliveira, além de ex-subsecretários, policiais e empresários vinculados a construtoras de fachada contratadas sem licitação para executar reformas na rede pública de ensino.

Modus operandi e contratos milionários sem licitação

As investigações conjuntas do MPRJ e da Polícia Civil apontam que o núcleo administrativo do esquema manipulava processos de contratação emergencial e obras de manutenção escolar, dispensando licitações sob a justificativa de reparos urgentes na infraestrutura das colégios estaduais. Segundo os promotores de Justiça, cerca de 95% das 1.241 unidades escolares do estado registraram contratos sob suspeita de irregularidades e cartelização.

Empresas registradas em endereços residenciais e sem qualquer estrutura operacional ou funcionários contratados recebiam repasses milionários do erário público. Apenas em 2025, uma das empreiteiras investigadas faturou R$ 19,8 milhões dos cofres estaduais, realizando saques fracionados que somaram R$ 8,93 milhões em espécie para dificultar o rastreamento das quantias repassadas. O Gabinete de Segurança Institucional e auditorias internas do Poder Executivo auxiliaram na consolidação dos dados financeiros.

Flagrante de valores e bloqueio de bens pela Justiça

Durante o cumprimento dos mandados expedidos pelo Poder Judiciário, equipes policiais identificaram saques de altos valores transportados em veículos blindados sob escolta armada de agentes públicos. Além das buscas na residência de Roberta Barreto em Duque de Caxias, o Ministério Público solicitou o bloqueio judicial de R$ 19 milhões em bens e ativos financeiros pertencentes aos principais investigados.

Os investigadores apontam que cargos de chefia na Seeduc eram utilizados para agilizar a liberação de pagamentos e aprovar relatórios de medição de obras que nunca foram concluídas. A Operação Escola de Papel segue em andamento para mapear a extensão total dos danos causados aos cofres públicos do Estado do Rio de Janeiro e identificar demais operadores do esquema de corrupção e fraude em licitações na gestão pública de educação.

Acesse meus artigos
Bacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas  I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer |  Conselheiro de Segurança

Voltar

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem

Formulário de contato