Bin Laden de Realengo é preso pela Polícia Civil em Sulacap

Em operação de inteligência, o segundo na hierarquia do Jardim Novo foi capturado pela 29ª DP dentro de um shopping center na Zona Oeste do Rio

Bin Laden de Realengo é preso na tarde última segunda-feira, 25 de maio de 2026, durante uma ação estratégica da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. O criminoso, cujo nome de registro é Anderson Albino da Silva, foi capturado por agentes da 29ª DP (Madureira) no interior de um shopping center localizado no bairro de Jardim Sulacap, na Zona Oeste da capital fluminense. A ação foi realizada de forma rápida, sem que houvesse disparos de arma de fogo ou feridos entre os frequentadores do estabelecimento comercial.

A estrutura do tráfico na Zona Oeste

O capturado era considerado pelas forças de segurança pública como o segundo homem na hierarquia da organização criminosa que domina o tráfico de drogas em diversas comunidades de Realengo. Anderson Albino da Silva atuava diretamente como o braço direito e elemento de extrema confiança do traficante conhecido pelo vulgo de “Índio”, chefe da facção na localidade.

A região tem sido monitorada de perto por autoridades devido aos recorrentes conflitos territoriais. Por meio de um intenso trabalho de monitoramento e inteligência conduzido pela distrital de Madureira, o paradeiro do investigado foi descoberto no momento em que ele tentava se esconder em meio ao fluxo de clientes do centro de compras, acreditando que passaria despercebido como um cidadão comum.

Mandados de prisão e fichas criminais

Contra o acusado, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva que se encontravam em aberto. Os decretos judiciais foram expedidos com base em investigações que apontam a participação direta do criminoso em delitos de extrema gravidade, incluindo os crimes de tortura e associação para o tráfico.

O crime de tortura, de acordo com os inquéritos da Polícia Civil, era utilizado como mecanismo de coerção e punição contra moradores e rivais que contrariassem as determinações da liderança da facção. Com a retirada de circulação desse elemento estratégico, as autoridades da Polícia Civil RJ preveem uma desestabilização temporária na estrutura operacional e financeira da organização que atua em Realengo, uma vez que ele era o principal executor das ordens de "Índio" nas ruas. O preso foi conduzido à sede da delegacia e, posteriormente, será encaminhado ao sistema prisional do estado, onde permanecerá à disposição da Justiça.

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