Governo dos EUA e gestão de Rodrigo Paz denunciam desestabilização orquestrada por redes criminosas transnacionais no território andino
A articulação internacional contra a crise de La Paz
Uma severa acusação de financiamento ilícito foi formalizada pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos em relação à onda de protestos que paralisa a Bolívia há mais de 35 dias. O posicionamento oficial foi emitido em Washington pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e respaldado por manifestações do secretário de Defesa, Pete Hegseth, em cooperação direta com o governo do presidente boliviano de centro-direita, Rodrigo Paz, instalado no Palácio Quemado desde novembro de 2025.
De acordo com os relatórios de inteligência compartilhados entre as nações aliadas em maio de 2026, os bloqueios sistemáticos de rodovias e as greves gerais no país andino são apontados não como manifestações civis espontâneas, mas como uma estratégia de desestabilização orquestrada. É defendido pelas autoridades envolvidas que recursos provenientes do narcotráfico internacional foram injetados para subsidiar a logística das paralisações. O principal objetivo dessa articulação, segundo o Departamento de Estado dos EUA, seria a execução de um golpe de Estado camuflado sob demandas de movimentos sociais e sindicais locais.
O mecanismo de infiltração e o retorno da DEA
A tese de narcoterrorismo foi detalhada pelo Ministério Público boliviano na cidade de La Paz, onde investigações financeiras foram abertas para rastrear o fluxo de capitais que abastece as lideranças dos piquetes nas estradas. O processo de infiltração criminosa é descrito como uma aliança tática entre cartéis transnacionais e lideranças políticas de oposição desalinhadas com o atual modelo econômico do país. Em resposta direta à escalada da violência e à tentativa de sabotagem econômica, o retorno operacional da agência antidrogas norte-americana (DEA) foi autorizado pelo presidente Rodrigo Paz, revertendo uma política de expulsão institucional que já se estendia por quase duas décadas na região.
Por meio de acordos bilaterais de segurança assinados de forma emergencial em meados de maio de 2026, assessores militares e técnicos de inteligência dos EUA foram mobilizados para prestar assistência às forças de segurança locais. A atuação conjunta da coalizão é justificada pela necessidade de preservação da ordem constitucional e pela proteção de infraestruturas logísticas críticas, que foram severamente afetadas pelo desabastecimento de combustíveis e alimentos nas principais capitais bolivianas.
Medidas de força e impactos na sociedade civil
O endurecimento das ações de contenção estatal foi aprovado pelo Congresso boliviano, permitindo que medidas de exceção e o emprego das Forças Armadas sejam adotados para a liberação das rodovias nacionais. Diversas prisões de dirigentes sindicais e ex-parlamentares ligados ao partido Movimento ao Socialismo (MAS) foram efetuadas sob as acusações formais de terrorismo e instigação pública para delinquir. O Ministério do Interior da Bolívia sustenta que o fluxo de financiamento ilícito foi utilizado para pagar diárias a manifestantes e coordenar a distribuição de explosivos e barreiras físicas que isolaram centros urbanos como Cochabamba e Santa Cruz de la Sierra.
Por outro lado, o cenário de crise socioeconômica foi agravado após a implementação de severas medidas de austeridade fiscal adotadas pela gestão de Rodrigo Paz no início do ano de 2026, incluindo o reajuste nos preços dos combustíveis fósseis. Pelas organizações sociais, representadas pela Central Operária Boliviana (COB), é alegado que os protestos legítimos da população contra a inflação e a carestia estão sendo criminalizados pelo uso da força estatal. A severidade do impasse político e o desabastecimento generalizado resultaram na queda e substituição de três ministros de Estado (Defesa, Educação e Trabalho) no final de maio, refletindo a profunda instabilidade que atinge o primeiro escalão do governo boliviano.
O contexto geopolítico e a segurança regional
A segurança regional andina passou a ser monitorada com prioridade máxima pelo Comando Sul dos Estados Unidos, associando a crise boliviana a um tabuleiro geopolítico mais amplo de contenção de regimes de esquerda na América do Sul. O argumento de que o crime organizado utiliza o financiamento ilícito para subverter a governabilidade democrática é central na nova doutrina de segurança externa promovida por Washington. De acordo com notas diplomáticas distribuídas em 2026, ações coordenadas de vigilância de fronteiras terrestres e compartilhamento de dados bancários sigilosos foram intensificadas entre os países que integram a coalizão para asfixiar as rotas de suprimentos financeiros das milícias atuantes nos bloqueios.
A manutenção do presidente Rodrigo Paz no poder é tratada pela coalizão liderada pelos EUA como um marco fundamental para impedir o retrocesso institucional rumo ao que classificam como "narcotestado". O desenrolar das investigações judiciais em La Paz e a eficácia do uso das forças militares na desobstrução das estradas ditarão o ritmo da estabilização da Bolívia nos próximos meses, sob o olhar atento e a interferência direta do eixo de poder norte-americano.