Ataque com drone atinge associação na Zona Sudoeste do Rio

Granada lançada por via aérea destrói telhado e deixa morador ferido em Curicica durante intenso conflito territorial


Invasão aérea e destruição no Parque Dois Irmãos

Um ataque com drone foi registrado na tarde da última segunda-feira, 13 de julho de 2026, contra a sede da Associação de Moradores do Parque Dois Irmãos. O imóvel, localizado na Rua Marcelo Gordilho, no bairro de Curicica, na Zona Sudoeste do município do Rio de Janeiro, estado do Rio de Janeiro, teve a sua estrutura severamente danificada após um artefato explosivo ser arremessado a partir de um vetor aéreo controlado por criminosos. Um membro da referida associação comunitária, cuja identidade foi preservada, acabou ferido pelos estilhaços da granada lançada por drone.

A ação foi executada em meio a uma violenta disputa territorial travada entre facções rivais do tráfico de drogas e milicianos que atuam na região de Jacarepaguá. O impacto da detonação abriu um enorme buraco na cobertura de telhas e espalhou destroços pelo forro da edificação. A gravidade do incidente acendeu um alerta máximo nas forças de segurança pública, dado o avanço do emprego de alta tecnologia comercial adaptada para fins bélicos urbanos pelas organizações criminosas fluminenses.

A evolução das táticas do crime organizado

A dinâmica deste ataque com drone é investigada de forma minuciosa pelas autoridades policiais do estado fluminense. Conforme relatos obtidos pelas redes de monitoramento local, o equipamento sobrevoou a Rua Marcelo Gordilho e se posicionou estrategicamente acima da laje da associação antes de liberar o pino de detonação do artefato. O uso de munições modificadas e drones kamikaze improvisados reflete a importação direta de táticas militares observadas em guerras internacionais contemporâneas.

O território de Curicica tem sido palco de constantes tiroteios provocados por tentativas de invasão promovidas pelo Comando Vermelho (CV) contra áreas controladas por grupos milicianos locais. O avanço tecnológico das facções não se restringe apenas ao lançamento de bombas, englobando também o imageamento em tempo real para monitorar o deslocamento de viaturas blindadas e o posicionamento de guarnições do 18º BPM (Jacarepaguá).

Resposta institucional e vácuo operacional

Apesar do forte estrondo que aterrorizou a população local do Parque Dois Irmãos, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro informou, por meio de nota oficial emitida pelo batalhão da área, que a corporação não chegou a ser acionada formalmente para o local no exato momento da explosão. O Corpo de Bombeiros Militar também declarou que não houve chamado para socorro médico na Rua Marcelo Gordilho na tarde de segunda-feira. O ferido recebeu atendimento médico inicial por meios próprios na própria comunidade.

O inquérito para apurar a autoria do crime e mapear a procedência do dispositivo eletrônico foi aberto pela Polícia Civil. Especialistas apontam que a proliferação desses ataques exige a imediata compra e instalação de sistemas de defesa eletrônica do tipo Counter-UAS (C-UAS), capazes de efetuar o bloqueio de radiofrequência e sinais de geolocalização dos equipamentos invasores antes que eles atinjam alvos civis e comunitários no município do Rio de Janeiro.

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