Granada em creche na Zona Norte do Rio é detonada pelo Esquadrão Antibombas

Comunidade do Dique, em Jardim América, vive madrugada de terror e manhã de mobilização tática após artefato de guerra ser deixado em teto de unidade escolar municipal

Uma granada em creche na Zona Norte mobilizou as forças de elite da segurança fluminense e assustou moradores da periferia da capital. O artefato explosivo improvisado foi localizado na tarde de domingo, 5 de julho de 2026, posicionado sobre o telhado da Creche Municipal Barbosa Lima Sobrinho. A unidade de ensino infantil fica situada na comunidade da Favela do Dique, localizada no bairro Jardim América (região que faz divisa com Vigário Geral), na Zona Norte do município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro. Técnicos especialistas do Esquadrão Antibombas da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), da Polícia Civil, foram acionados para a ocorrência e executaram a desativação e a detonação controlada do dispositivo bélico para neutralizar o risco na localidade. 

Noite de confrontos e o achado do explosivo

A localização do armamento foi o desdobramento de uma madrugada violenta na região. Segundo relatos de moradores locais e investigações preliminares, um intenso confronto entre facções criminosas rivais ocorreu nas primeiras horas do domingo. Vídeos que circularam nas redes sociais registraram um automóvel completamente destruído após uma forte explosão ocorrida exatamente em frente à unidade escolar durante o embate noturno. 

No início da tarde, por volta das 13h, policiais militares do 16º BPM (Olaria) foram acionados para verificar a presença de novos materiais explosivos que teriam restado da disputa territorial. Durante o procedimento de varredura e vasculhamento tático na área periférica da unidade, os agentes da PMERJ avistaram o objeto suspeito metálico ocultado na cobertura superior do prédio. Imediatamente, a área foi isolada e o plano de contingência para ameaças antibombas foi iniciado pelas autoridades de segurança pública.  

Atuação técnica da CORE e rumores de ataque aéreo

Com o perímetro devidamente evacuado e protegido, os peritos em explosivos da CORE assumiram a condução da ocorrência de policiamento ostensivo especial. Ao subirem na laje, os policiais identificaram que se tratava de uma granada de mão artesanal modificada, caracterizada por alto teor de instabilidade. Diante do perigo iminente para as habitações coladas à creche, o Esquadrão Antibombas montou uma blindagem física de contenção com sacos de areia e realizou a detonação controlada do dispositivo por volta das 14h45. O impacto controlado gerou um forte estrondo na Favela do Dique, mas a operação foi concluída com sucesso, sem deixar feridos ou mortos. 

Uma das principais linhas de apuração aponta para uma dinâmica sofisticada do crime organizado na região. Testemunhas afirmaram que o dispositivo bélico teria sido transportado e lançado no teto da creche por meio de um drone operado por traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP) durante o ataque à favela, que é controlada por uma facção rival. Essa hipótese técnica de monitoramento e bombardeio remoto está sob análise confidencial dos peritos da Polícia Civil. 

Posicionamento oficial e reflexos na rotina escolar

A ocorrência da granada em creche na Zona Norte provocou forte repúdio institucional. Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Educação (SME) lamentou profundamente o episódio, ressaltando que "toda escola deveria ser um local sagrado e não vítima da violência urbana". O caso foi formalmente registrado na 59ª DP (Duque de Caxias) — delegacia da área que dará prosseguimento ao inquérito policial para identificar e punir os responsáveis pelo atentado.  Apesar do enorme susto e dos danos materiais observados nas calçadas do entorno, a pasta municipal informou que a estrutura física interna da Creche Municipal Barbosa Lima Sobrinho foi preservada e que o atendimento pedagógico e as aulas ocorrerão normalmente nesta segunda-feira, 6 de julho de 2026. 

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