Decisão do ministro Flávio Dino adia análise de processos no Supremo e deve empurrar desfecho para o ano judiciário de 2027
O julgamento no STF referente às apurações do Banco Master foi oficialmente suspenso em 15 de setembro de 2026, após o ministro Flávio Dino interromper a sessão plenária na Praça dos Três Poderes, em Brasília, DF, ao solicitar pedido de vista.
Impasse processual mobiliza os ministros na capital federal
A controvérsia foi instaurada no plenário do Supremo Tribunal Federal quando uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes propôs a reunião das Petições 16662 e 16704 sob uma única relatoria.
A manifestação favorável ao adiamento foi proferida pelo próprio autor do pedido de suspensão diante do clima tenso registrado na sessão do Supremo. "Nós não temos condições de deliberar neste ambiente", afirmou o ministro Flávio Dino ao solicitar mais tempo para analisar os autos do processo.
Contagem de prazos e o recesso no Judiciário
A legislação regimental do STF estipula que a devolução dos processos submetidos à vista deve ocorrer em até 90 dias. Considerando a data de interrupção ocorrida em 15 de setembro de 2026, a contagem automática dos prazos é afetada pela suspensão dos trabalhos judicantes do final de ano no DF. O recesso forense compreendido entre o final de dezembro e o mês de janeiro interrompe o fluxo processual, garantindo que o julgamento no STF
A articulação política e jurídica em Brasília projeta que a pauta do tribunal estará congestionada nas últimas semanas do calendário de 2026. A postergação do desfecho permite um arrefecimento das tensões institucionais registradas no plenário da Corte, deslocando o debate técnico e político do caso Banco Master para meados de 2027.