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Operação da Polícia Federal e CNJ mira desembargador do TRF-1 por laços com Banco Master

A Polícia Federal e a Corregedoria Nacional de Justiça deflagraram em Brasília, no Distrito Federal, uma operação de busca e apreensão contra o desembargador Newton Pereira Ramos Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), sob a suspeita de intermediar interesses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, envolvendo suposto tráfico de influência, votos direcionados e um contrato milionário de honorários advocatícios.

O avanço das investigações sobre a Turma do KN

Mensagens extraídas do telefone celular de Daniel Vorcaro revelaram que o desembargador Newton Ramos e sua esposa, a advogada Camilla Ramos, integrariam o grupo informal monitorado sob a alcunha de Turma do KN, sigla que faz menção direta ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). A apuração conduzida pelos órgãos de controle aponta que o magistrado federal teria atuado para repassar demandas do empresário e atualizações sobre o andamento de litígios judiciais sensíveis.

As evidências digitalizadas colhidas pelos investigadores indicam que o escritório de advocacia vinculado à esposa de Newton Ramos firmou um acordo jurídico com a instituição financeira em março de 2024. O pacto previa o recebimento de honorários expressivos que poderiam alcançar a cifra de R$ 427 milhões, caso obtivessem êxito em ações judiciais de precatórios do setor sucroalcooleiro avaliadas em aproximadamente R$ 8,5 bilhões.

O cerco institucional e os desdobramentos no Judiciário

Diante dos indícios de compadrio e favorecimento processual, a Corregedoria Nacional de Justiça intensificou a sindicância para apurar se o magistrado proferiu decisões e votos alinhados aos interesses comerciais do Banco Master. O avanço das apurações gerou forte repercussão nos tribunais superiores em Brasília, intensificando debates sobre a necessidade de maior rigor ético e fiscalização de magistrados federais em gabinetes estratégicos.

"O desembargador confia no trabalho desempenhado pela Corregedoria do CNJ, o qual considera natural e regular, estando à inteira disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários," informou a defesa de Newton Ramos por meio de nota oficial.

Por sua vez, o ministro Kassio Nunes Marques negou veementemente qualquer envolvimento com as negociações ou autorização para que terceiros utilizassem seu nome em tratativas privadas. A defesa técnica do magistrado do TRF-1 também sustentou que ele se declarou formalmente impedido de julgar causas da instituição financeira após a oficialização da contratação de sua esposa, negando qualquer irregularidade funcional na condução de suas atribuições jurisdicionais.

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Bacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas  I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer |  Conselheiro de Segurança

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