Coronel da PM e parlamentar carioca foi flagrado com armas de uso restrito durante cumprimento de mandados expedidos pelo STF na Barra da Tijuca.
A Polícia Federal prendeu em flagrante, na manhã desta terça-feira (22 de setembro de 2026), o vereador do Rio de Janeiro O vereador Jorge Eduardo Barreto de Andrade Filho, o Jorge Canella (União Brasil), de 53 anos, durante a deflagração da 7ª fase da Operação Unha e Carne.
A ação ostensiva foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e integra os desdobramentos da Força-Tarefa Missão Redentor II, voltada ao combate de organizações criminosas e ao desmantelamento de conexões entre o poder público, milícias e o crime organizado no Estado do Rio de Janeiro.
Apreensões e buscas no Palácio Pedro Ernesto e na Zona Sudoeste
Além do endereço residencial na Barra da Tijuca, as equipes da Polícia Federal cumpriram três mandados de busca e apreensão em outros pontos estratégicos da cidade. Os agentes realizaram buscas no gabinete do parlamentar na Câmara Municipal do Rio de Janeiro (Palácio Pedro Ernesto), no Centro, e em um imóvel no bairro do Recreio dos Bandeirantes, também na Zona Sudoeste.
Durante a varredura na residência da Barra da Tijuca, os policiais federais identificaram o armamento de alto calibre sem a devida documentação legal para posse ou porte. Diante das irregularidades, Jorge Canella recebeu voz de prisão imediata e foi conduzido à Superintendência Regional da Polícia Federal, no bairro da Saúde, para a lavratura do auto de prisão em flagrante.
As investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal indicam que os desdobramentos da operação buscam aprofundar o mapeamento de redes ilegais na Baixada Fluminense e na capital, apurando a participação de figuras políticas no fornecimento de suporte logístico e bélico a grupos armados.
O histórico da Operação Unha e Carne no Estado do Rio de Janeiro
A Operação Unha e Carne foi deflagrada originalmente para investigar complexos esquemas de lavagem de dinheiro, vazamento de dados sigilosos e blindagem patrimonial envolvendo agentes políticos fluminenses e operadores financeiros do crime organizado.
Em fases anteriores, a PF revelou movimentações financeiras atípicas que ultrapassaram a marca de R$ 7,6 bilhões, utilizadas por redes de postos de combustíveis e empresas de fachada para ocultaçao de bens. A operação já mirou outros nomes de projeção na política estadual, incluindo o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, mantendo o foco sobre a articulação territorial de lideranças públicas na Baixada e na Zona Oeste do Rio.
A atuação da força-tarefa segue as diretrizes da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635 do STF, que estabeleceu balizes rigorosos para operações de segurança pública e combate ao crime estruturado no território fluminense.
Em nota oficial encaminhada à imprensa, a defesa do parlamentar declarou que "o vereador Jorge Canella confia plenamente na Justiça e esclarecerá todos os questionamentos o mais breve possível para que a verdade seja restabelecida".
As armas apreendidas passarão por perícia balística na sede da PF para identificar se foram utilizadas em confrontos urbanos ou atos ilícitos recentes na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Acesse meus artigosBacharel em Jornalismo I Pós-graduando em Ciências Políticas I Habilitado em Comunicação Estrtégica I Publisher & Especialista de Operações Digitais| Editor Gráfico | Gerente de Projetos | Operador de Comunicações | Produtor Cultural e de Eventos | Fotógrafo | Design Gráfico | Web Designer | Conselheiro de Segurança
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